TJRS Intimação Secretaria da 18ª Câmara Cível

Intimação — 5215879-**.2023.8.21.****

Publicado em

Dados da publicação

Número do processo

5215879-**.2023.8.21.****

Partes

P - F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** | A - J*****…

Advogados

A**** R****** D* A****** (55406/R*) | T****…

Texto da publicação

<html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>RECURSO ESPECIAL EM Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel N&ordm; 5215879-**.2023.8.21.****/RS</b></section> <section> <div><p><b>TIPO DE A&Ccedil;&Atilde;O: </b>Cl&aacute;usulas Abusivas</p></div> </section> <section><b><table><tr><td>APELANTE</td><td>: J***** N**** D** S***** (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: A**** R****** D* A****** (OAB RS055406)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: T**** C****** D* A****** (OAB RS077319)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: francisco ferrari brand&atilde;o gomes (OAB RS077737)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: P**** R****** M***** L*** (OAB RS058525)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: C******* P******* M****** B******** (OAB RS080737)</td></tr><tr><td>APELADO</td><td>: F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** (R&Eacute;U)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: A****** D* M***** D****** N*** (OAB PE023255)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p><span></span><strong>Vistos.</strong></p> <p><strong>I.&nbsp;</strong>Trata-se de&nbsp;<strong><em>recurso especial</em></strong>&nbsp;interposto por <span>J***** N**** D** S*****</span>, com base no artigo 105, inciso III, al&iacute;neas&nbsp;<em>a&nbsp;</em>e<em>&nbsp;c,&nbsp;</em>da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, em face de ac&oacute;rd&atilde;o proferido por este Tribunal de Justi&ccedil;a, assim ementado (<span>evento 9, DOC2</span>):</p> <p><strong><strong>APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. NEG&Oacute;CIOS JUR&Iacute;DICOS BANC&Aacute;RIOS. A&Ccedil;&Atilde;O REVISIONAL. C&Eacute;DULA DE CR&Eacute;DITO BANC&Aacute;RIO.</strong></strong></p> <p><strong><strong>SEGURO</strong>&nbsp;PRESTAMISTA.&nbsp;<strong>VENDA</strong>&nbsp;<strong>CASADA</strong>. INOCORR&Ecirc;NCIA.</strong>&nbsp;HIP&Oacute;TESE EM QUE N&Atilde;O RESTOU DEMONSTRADA A OCORR&Ecirc;NCIA DE&nbsp;VENDA&nbsp;CASADA&nbsp;DE&nbsp;SEGURO.&nbsp;</p> <p><strong><strong>REPETI&Ccedil;&Atilde;O</strong>&nbsp;DO IND&Eacute;BITO. IMPOSSIBILIDADE.</strong>&nbsp;TENDO EM VISTA A LICITUDE NA&nbsp;CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O DO&nbsp;SEGURO&nbsp;PRESTAMISTA, N&Atilde;O PROCEDE&nbsp;O&nbsp;PLEITO&nbsp;RESSARCIT&Oacute;RIO.</p> <p><em>RECURSO DESPROVIDO. UN&Acirc;NIME.</em></p> <p>Opostos embargos de declara&ccedil;&atilde;o, restaram desacolhidos.</p> <p>Em suas raz&otilde;es recursais, a parte recorrente sustentou ter havido negativa de presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional, alegando omiss&atilde;o no ac&oacute;rd&atilde;o recorrido quanto&nbsp;&agrave; aus&ecirc;ncia de op&ccedil;&otilde;es de seguradoras para a contrata&ccedil;&atilde;o do seguro prestamista, o que, segundo o Tema 972 do STJ, caracterizaria venda casada. No m&eacute;rito, aduziu que o Tribunal de origem exigiu a comprova&ccedil;&atilde;o de v&iacute;cio de consentimento para reconhecer a venda casada, quando a tese firmada pelo STJ no REsp 1.639.320/SP estabelece que a venda casada ocorre quando n&atilde;o &eacute; facultado ao consumidor op&ccedil;&otilde;es de escolha de seguradoras, independentemente de ter havido liberdade para contratar ou n&atilde;o o seguro. Argumentou que o ac&oacute;rd&atilde;o violou o princ&iacute;pio da congru&ecirc;ncia ao exigir prova de fato n&atilde;o alegado pela parte autora, que em nenhum momento sustentou a ocorr&ecirc;ncia de v&iacute;cio de consentimento.&nbsp; Apontou viola&ccedil;&atilde;o aos artigos&nbsp;489, &sect; 1&ordm;, IV, 492, 927, III, 1.022 e 1.039 do C&oacute;digo de Processo Civil. Suscitou diss&iacute;dio jurisprudencial (<span>evento 31, DOC1</span>).</p> <p>Sem contrarraz&otilde;es, vieram os autos conclusos a esta 3&ordf; Vice-Presid&ecirc;ncia para exame de admissibilidade.</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio.</p> <p><strong><span>II. Os autos devem ser remetidos &agrave; </span>C&acirc;mara Julgadora.&nbsp;</strong></p> <p>Ao deliberar acerca do seguro prestamista, o &Oacute;rg&atilde;o Julgador assim consignou:</p> <p>[...]</p> <p>No que pertine ao&nbsp;seguro&nbsp;prestamista, a&nbsp;prova coligida aos autos &eacute; insuficiente para conduzir &agrave; conclus&atilde;o de que a parte autora foi coagida ou for&ccedil;ada a contratar, junto com o&nbsp;contrato de empr&eacute;stimo pessoal,&nbsp;o&nbsp;seguro&nbsp;prestamista.&nbsp;</p> <p>Isso porque n&atilde;o h&aacute; qualquer evid&ecirc;ncia nos autos que corrobore a alega&ccedil;&atilde;o da parte demandante&nbsp;de que tenha sido obrigada&nbsp;a firmar o aludido&nbsp;seguro&nbsp;para poder entabular o contratos de m&uacute;tuo com a institui&ccedil;&atilde;o financeira demandada.</p> <p>A contrata&ccedil;&atilde;o do seguro &eacute; livre e n&atilde;o restou comprovada nos autos a alegada viola&ccedil;&atilde;o ao dever de informa&ccedil;&atilde;o, &ocirc;nus que incumbia &agrave; parte autora.</p> <p>[...]</p> <p>Ocorre, no entanto, que a C&acirc;mara Julgadora n&atilde;o observou a orienta&ccedil;&atilde;o sedimentada pela Corte Especial do&nbsp;Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, ao apreciar o&nbsp;<strong>REsp(s) 1.639.320/SP e 1.639.259/SP</strong>&nbsp;<strong>(TEMA 972 do STJ)</strong>,<strong>&nbsp;</strong>que recebeu a seguinte ementa:</p> <p><em><em>RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. TEMA 972/STJ. DIREITO BANC&Aacute;RIO. DESPESA DE PR&Eacute;-GRAVAME. VALIDADE NOS CONTRATOS CELEBRADOS AT&Eacute; 25/02/2011. SEGURO DE PROTE&Ccedil;&Atilde;O FINANCEIRA. VENDA CASADA. OCORR&Ecirc;NCIA. RESTRI&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; ESCOLHA DA SEGURADORA. ANALOGIA COM O ENTENDIMENTO DA S&Uacute;MULA 473/STJ. DESCARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DA MORA. N&Atilde;O OCORR&Ecirc;NCIA. ENCARGOS ACESS&Oacute;RIOS. 1. DELIMITA&Ccedil;&Atilde;O DA CONTROV&Eacute;RSIA: Contratos banc&aacute;rios celebrados a partir de 30/04/2008, com institui&ccedil;&otilde;es financeiras ou equiparadas, seja diretamente, seja por interm&eacute;dio de correspondente banc&aacute;rio, no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es de consumo.</em></em> <em><em>2.&nbsp;</em></em><strong><em>TESES FIXADAS PARA OS FINS DO ART. 1.040 DO CPC/2015</em></strong><em><em>:</em></em> <em><em>2.1 - Abusividade da cl&aacute;usula que prev&ecirc; o ressarcimento pelo consumidor da despesa com o registro do pr&eacute;-gravame, em contratos celebrados a partir de 25/02/2011, data de entrada em vigor da Res.-CMN 3.954/2011, sendo v&aacute;lida a cl&aacute;usula pactuada no per&iacute;odo anterior a essa resolu&ccedil;&atilde;o, ressalvado o controle da onerosidade excessiva .</em></em> <em><em>2.2 -&nbsp;</em><strong>Nos contratos banc&aacute;rios em geral, o consumidor n&atilde;o pode ser compelido a contratar seguro com a institui&ccedil;&atilde;o financeira ou</strong></em><strong><em> <u>com seguradora por ela indicada</u></em></strong><em><em>.</em></em> <em><em>2.3 - A abusividade de encargos acess&oacute;rios do contrato n&atilde;o descaracteriza a mora.</em></em> <em><em>(...)</em></em> <em><em>4. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENS&Atilde;O, PARCIALMENTE PROVIDO.</em></em> <em><em>(REsp 1639259/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA SE&Ccedil;&Atilde;O, julgado em 12/12/2018, DJe 17/12/2018 &ndash; Grifei)</em></em></p> <p><strong>III.</strong>&nbsp;Assim, os autos devem ser remetidos ao &Oacute;rg&atilde;o Julgador, para exame da possibilidade de reaprecia&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria, na forma do disposto no 1.030, inciso II, do C&oacute;digo de Processo Civil em vigor &ndash; Lei 13.105/15.</p> <p>Registra-se o encaminhamento dos autos a ju&iacute;zo de retrata&ccedil;&atilde;o, com a indica&ccedil;&atilde;o de paradigma eventualmente contrariado, n&atilde;o exclui a possibilidade de o &Oacute;rg&atilde;o Julgador, ao identificar a incid&ecirc;ncia de outro paradigma submetido ao rito dos Recursos Repetitivos (arts. 1.036 e seguintes do C&oacute;digo de Processo Civil em vigor), proceder ao reexame da mat&eacute;ria.</p></section> <section> </section> <section> <p>&nbsp;</p> <hr> <p>&nbsp;</p></section> <footer> </footer></article></body></html>

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