Intimação — 5005504-**.2025.8.21.****
Publicado em
Dados da publicação
Número do processo
5005504-**.2025.8.21.****
Partes
P - F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** | A - P****…
Advogados
R********* M******** (82461/R*) | F****** D****…
Texto da publicação
<html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL Nº 5005504-**.2025.8.21.****/RS</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: P**** R****** R******** S*******</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: D**** D** S***** H******** (OAB RS071476)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: M******* L********** B******* (OAB RS036798)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: R********* M******** (OAB RS082461)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: I***** S******* L*** (OAB RS086651)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: F****** D**** C**** (OAB RS083775)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I***********</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: A****** D* M***** D****** N*** (OAB AL010715A)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECISÃO</p> </section> <section> <p>Vistos.</p> <p>Na forma do artigo 357 do CPC, passo ao <strong>saneamento</strong> do <strong>feito</strong>.</p> <p><strong>1. Das <strong>preliminares</strong>.</strong></p> <p><strong>1.1. Do ajuizamento de demandas massivas.</strong></p> <p>Aduz a parte ré que verificou que a ação foi distribuída sob patrocínio de advogado que atua em ações sucessivas, caracterizando assédio processual e possuindo inúmeras ações em trâmite perante esse Poder Judiciário.</p> <p>O fato do procurador constituído atuar em diversas ações bancárias, por si só, não configura litigância de má-fé.</p> <p>Nesse sentido:</p> <p><em>APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO <em>REVISIONAL</em>. EMPRÉSTIMOS PESSOAIS. AJUIZAMENTO DE DIVERSAS AÇÕES REVISIONAIS ENVOLVENDO AS MESMAS PARTES, APENAS COM CONTRATOS DIFERENTES, NÃO CONFIGURA, POR SI SÓ, ABUSO DO DIREITO DEMANDAR OU MESMO PRÁTICA DE <em>ADVOCACIA</em> <em>PREDATÓRIA</em>. TRATA-SE DE OPÇÃO A SER REALIZADA PELA PARTE, EMBORA FOSSE POSSÍVEL EVITAR A MULTIPLICIDADE DE AÇÕES, JÁ QUE PERFEITAMENTE ADMISSÍVEL A REVISÃO DE MAIS DE UM CONTRATO EM UMA ÚNICA AÇÃO. REVISÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. A TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS SOMENTE SE CARACTERIZA COMO ABUSIVA QUANDO DISCREPANTE DA TAXA MÉDIA DE MERCADO, APURADA PELO BACEN, OBSERVADA A DATA DA CONTRATAÇÃO. CONSTATADA ABUSIVIDADE. LIMITAÇÃO PELA TAXA MÉDIA DE MERCADO PARA CRÉDITO PESSOAL NÃO CONSIGNADO VINCULADO À COMPOSIÇÃO DE DÍVIDA. PEDIDO AUTORAL ACOLHIDO. DETERMINADA A REVISÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS, É DECORRÊNCIA LÓGICA A DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA, BEM COMO A REPETIÇÃO DO INDÉBITO E A COMPENSAÇÃO DE VALORES PAGOS A MAIOR. MANTIDA A FORMA SIMPLES, POIS AS COBRANÇAS FORAM REALIZADAS NOS TERMOS DOS CONTRATOS E ANTES DO EXAME JUDICIAL DA QUESTÃO E, AINDA, PORQUE NÃO DEMONSTRADA MÁ-FÉ OU CULPA POR PARTE DA INSTITUIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CONSIDERANDO O TRABALHO DESEMPENHADO NO PROCESSO PELO PROCURADOR DA PARTE AUTORA, BEM COMO OS PARÂMETROS ADOTADOS POR ESTE ÓRGÃO FRACIONÁRIOS EM CASOS SIMILARES, OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRADOS NA ORIGEM NÃO MERECEM ALTERAÇÃO. APELAÇÃO DO DEMANDADO DESPROVIDA. DECISÃO MONOCRÁTICA. (Apelação Cível, Nº 5006342-**.2021.8.21.****, Décima Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ícaro Carvalho de Bem Osório, Julgado em: 08-09-2023)</em></p> <p>Assim, sem maiores delongas, tenho por desacolher a preliminar aventada pela parte ré, pois o ajuizamento de diversas ações não configura, por si só, abuso do direito de demandar ou até mesmo a prática de advocacia predatória.</p> <p><strong>1.2. Da ausência do interesse de agir.</strong></p> <p>Não merece prosperar a alegação trazida pela ré na <strong>preliminar</strong>. Isso porque o acesso à justiça é direito constitucionalmente garantido no artigo 5º, XXXV, da CF, e não pode-se falar, <em>in casu</em>, que a ausência de tentativa de solução extrajudicial do conflito enseja na ausência de pretensão resistida da parte autora, já que teve de acionar o judiciário para ver o seu direito reconhecido.</p> <p>Sustentando, a parte ré, inexistir pretensão resistida, cabe pontuar que a falta de <strong>interesse</strong> processual configura-se quando o provimento jurisdicional pretendido é inútil ou desnecessário para obtenção do bem da vida tutelado. Esta condição de ação revela-se presente quando há contestação judicial da pretensão, qualificando-a, assim, como resistida.</p> <p>Nesse sentido:</p> <p><em>APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE ANULAÇÃO DE TÍTULOS E DE INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO CAMBIÁRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. PRETENSÃO RESISTIDA DOS RÉUS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CARREADOS AOS REQUERIDOS. Havendo contraposição dos réus às alegações autorais, resta evidenciada a pretensão resistida, impondo-se a esses, diante do princípio da causalidade, a responsabilização pelo pagamento dos honorários advocatícios em prol do patrono da autora, fixados em 15% sobre o <strong>valor</strong> atualizado da <strong>causa</strong>, nos termos do art. 85, §2º, do Código de Processo Civil. APELO PROVIDO.(Apelação Cível, Nº ***.***.***-**, Décima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ana Lúcia Carvalho Pinto Vieira Rebout, Julgado em: 24-10-2019)</em></p> <p>Por outro lado, a falta de requerimento administrativo não impede que a parte promova ação judicial, sob pena de afronta ao direito constitucional de acesso ao judiciário, bem como que se verifica que os requeridos apresentaram contestação ao mérito da demanda, havendo, portanto, pretensão resistida.</p> <p>É o entendimento do E. Tribunal de Justiça:</p> <p><em>APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E REPETIÇÃO DO INDÉBITO. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVAS DA CONTRATAÇÃO. Hipótese em que a fornecedora deixou de evidenciar a contratação. Ausente prova da contratação, impõe-se a declaração de inexistência do débito e determinação de devolução dos valores descontados indevidamente do benefício previdenciário do autor. Sentença mantida. (...) O esgotamento da via administrativa não constitui requisito essencial ao ajuizamento de ação judicial, não havendo que se falar no descabimento da condenação do sucumbente ao pagamento da verba honorária sucumbencial. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA - grifei. (Apelação Cível Nº ***.***.***-**, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Roberto Lessa Franz, Julgado em 28/05/2015)</em></p> <p>O <strong>interesse</strong> de agir tem natureza processual, consubstanciado no trinômio necessidade, utilidade e adequação que, no caso, está presente, sendo que a eventual ausência de prova e o direito à revisão do contrato, sua nulidade, bem como a falta de iniciativa para iniciar o processo em tempo razoável, são matérias correlatas ao mérito, a serem oportunamente enfrentadas.</p> <p>Dessa forma, <strong>afasto </strong>a preliminar em foco.</p> <p><strong>1.3. Da inépcia da petição inicial.</strong></p> <p>Quanto aos requisitos para ajuizamento da presente demanda, entendo que a peça exordial atendeu o disposto no art. 330, §§2º e 3º do CPC, não havendo que se falar em inépcia da <strong>inicial</strong>. </p> <p><strong><strong>1.4. Da irregularidade na procuração por ausência de assinatura digital.</strong></strong></p> <p>Afasto a preliminar de defeito na representação da parte autora, uma vez que se depreende da procuração o nome do patrono do demandante, seu número de inscrição na OAB e endereço atualizado, conforme preconizado o CPC.</p> <p>Ressalto, ainda, que a procuração, em regra, tem validade até a revogação dos poderes conferidos.</p> <p>Dessa forma, não há que se falar em representação genérica.</p> <p><strong><strong>1.5. Da impugnação à justiça gratuita.</strong></strong></p> <p>Mantenho o benefício de gratuidade da justiça deferido ao demandante, dada a comprovação de que o percebimento de renda mensal pelo autor se enquadra no parâmetro estabelecido no Enunciado nº 49 do Centro de Estudos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, equivalente a menos de 5 (cinco) salários mínimos, conforme documentos anexados à inicial.</p> <p>Observo, por oportuno, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul adota entendimento de que eventual percebimento de renda mensal superior a cinco salários mínimos não impede a concessão do benefício de gratuidade da justiça, sobretudo ao se analisar o total de descontos obrigatórios incidentes sobre os rendimentos do requerente. Verifiquem-se os julgados abaixo colacionados:</p> <p><em>(...) A PAR DISSO, EMBORA O RECORRENTE PERCEBA RENDA MENSAL BRUTA POUCO SUPERIOR A 5 SALÁRIOS MÍNIMOS - <strong>VALOR</strong> QUE É UTILIZADO COMO PARÂMETRO OBJETIVO PARA A CONCESSÃO DA GRATUIDADE JUDICIÁRIA SEM MAIORES PERQUIRIÇÕES, CONFORME O ENUNCIADO N. 49 DO CENTRO DE ESTUDOS DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA -, NÃO SE CONSTATA QUE O AUTOR POSSUI CONDIÇÃO FINANCEIRA INCOMPATÍVEL COM OS REQUISITOS QUE AUTORIZAM A CONCESSÃO DA GRATUIDADE. ADEMAIS, VERIFICA-SE QUE BOA PARTE DA RENDA É DO AGRAVANTE COMPROMETIDA COM O PAGAMENTO DE PREVIDÊNCIA E IMPOSTO DE RENDA, DESCONTOS DOS QUAIS NÃO PODE SE DESVINCULAR, ALÉM DO PAGAMENTO DOS ALIMENTOS, QUE TAMBÉM SÃO DESCONTADOS EM SUA FOLHA DE PAGAMENTO. RECURSO PROVIDO, EM DECISÃO MONOCRÁTICA." (Agravo de Instrumento, Nº 5088116-**.2022.8.21.****, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jane Maria Köhler Vidal, Julgado em: 07-06-2022) (grifou-se)</em></p> <p><em>"APELAÇÃO CÍVEL. EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS. RECONHECIMENTO DO PEDIDO. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. Não obstante a apelante aufira renda bruta de R$ 7.035,46, de acordo com o último demonstrativo de renda juntado, referente a março p.p., recebe o <strong>valor</strong> líquido de R$ 4.182,71, após descontos com contribuição mensal ao FUNPRESP, empréstimo do Banco do Brasil, previdência social e imposto de renda. O critério estabelecido pelo enunciado 49 do CETJRS é somente para conceder de plano o benefício, nada impedindo que, diante do exame mais detalhado do caso, venha a ser deferida a gratuidade, mesmo quando quem postula desfruta de renda bruta superior a 5 salários mínimos. O fato de a apelante haver reconhecido a procedência do pedido não autoriza a divisão do encargo sucumbencial. Inteligência do art. 90 do CPC. Destarte, a apelante deve arcar com o pagamento da integralidade das custas e honorários em favor do FADEP. DERAM PROVIMENTO EM PARTE. UNÂNIME."(Apelação Cível, Nº ***.***.***-**, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Felipe Brasil Santos, Julgado em: 28-09-2017)(grifou-se).</em></p> <p>No mais, ressalto que é ônus da parte impugnante a prova concreta no sentido de que a parte impugnada possui capacidade econômica para adimplir os custos processuais, assim como de eventual alteração na situação financeira dela, com o fito de se revogar a benesse. No caso, não há o mínimo de adminículo probatório a atestar que o impugnado possui capacidade econômica para suportar as custas e despesas do processo.</p> <p>A fim de corroborar o entendimento, colaciono precedente do E. TJ/RS:</p> <p><em>AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 94.00.08514-1/DF. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. IMPUGNAÇÃO. Aquele que impugna o benefício da gratuidade de justiça há de trazer aos autos provas no sentido de que o beneficiário possui condições de arcar com as custas do processo sem prejuízo ao seu sustento. Hipótese em que não há prova produzida pelo agravante que ateste a capacidade financeira da parte agravada em suportar as despesas processuais. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. De acordo como entendimento desta Câmara, a Justiça Estadual é competente para processar o cumprimento individual de sentença coletiva proferida na Ação Civil Pública nº. 94.0008514-1 proposta por particular contra o Banco do Brasil. Inteligência da Súmula 508 do STF. LITISCONSORTE PASSIVO. CHAMAMENTO AO PROCESSO. Em se tratando de litisconsórcio passivo de devedores solidários, o credor pode exigir o pagamento de qualquer um deles, descabendo o chamamento ao processo da União e do Banco Central. Agravo de instrumento desprovido.(Agravo de Instrumento, Nº ***.***.***-**, Vigésima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jorge Luís Dall"Agnol, Julgado em: 30-11-2021) [grifei]</em></p> <p>Dessarte, resta afastada a impugnação à gratuidade da justiça suscitada pela parte ré.</p> <p><strong>1.6. Da conexão.</strong></p> <p>Não é o caso de conexão com os autos indicados pela demandada, pois embora haja identidade de partes, <u>as demandas tem por objeto contratos distintos</u>, cada um com sua peculiaridade, não havendo risco de decisões conflitantes, de modo que <u>não se aplica o artigo 55 do CPC</u>.</p> <p>Neste sentido:</p> <p><em>APELAÇÃO CÍVEL. RECURSOS DE AMBAS AS PARTES. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO REVISIONAL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL NÃO CONSIGNADO. PRELIMINAR DE CONEXÃO DAS AÇÕES AFASTADA. MÉRITO. POSSIBILIDADE DE REVISÃO DO CONTRATO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO NA FORMA SIMPLES. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. ALTERADOS. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. PRELIMINAR DE CONEXÃO: EMBORA AS MESMAS PARTES, AS AÇÕES REVISIONAIS TEM POR OBJETO DIFERENTES CONTRATOS COM DISTINTAS CLÁSULAS E ENCARGOS, SITUAÇÃO QUE AFASTA A OBRIGATORIEDADE DA REUNIÃO DOS FEITOS PARA JULGAMENTO CONJUNTO. REVISÃO CONTRATUAL: A POSSIBILIDADE DA REVISÃO DE CONTRATO BANCÁRIO É MATÉRIA JÁ PACIFICADA PELO E. STJ EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO, CUJO CARÁTER É VINCULANTE, CONSOANTE ART. 927, III, DO CPC/15. REPETIÇÃO SIMPLES DE VALORES: O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EM UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA - EARESP Nº 600.663 -, POSICIONOU-SE PELA DESNECESSIDADE DE ELEMENTO SUBJETIVO PARA A CARACTERIZAÇÃO DO DEVER DE RESTITUIR EM DOBRO QUANTIA COBRADA INDEVIDAMENTE. ENTENDIMENTO DESTE COLEGIADO NO SENTIDO DE QUE O PAGAMENTO A MAIOR HAVIDO ESTAVA AMPARADO EM CLÁUSULA CONTRATUAL ATÉ ENTÃO VIGENTE, RAZÃO PELA QUAL NÃO HÁ FALAR EM CONDUTA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA CONTRÁRIA À BOA-FÉ OBJETIVA. CONSUMIDOR QUE FAZ JUS À RESTITUIÇÃO SIMPLES, E NÃO DOBRADA, DOS VALORES, RESSALVADO NESTE PONTO O POSICIONAMENTO PESSOAL DESTE RELATOR. DANOS MORAIS: AINDA QUE TENHA SIDO RECONHECIDA A ABUSIVIDADE NAS TAXAS DE JUROS REMUNERATÓRIOS PREVISTAS NO CONTRATO FIRMADO COM A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA REQUERIDA, NÃO RESTA CONFIGURADO, NO CASO ABALO MORAL "IN RE IPSA", INCUMBINDO À PARTE REQUERENTE A COMPROVAÇÃO DE SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE DEMONSTRASSE A OCORRÊNCIA DE DANO MORAL INDENIZÁVEL, O QUE INOCORREU NOS AUTOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: SENDO IRRISÓRIO O PROVEITO ECONÔMICO E INCLUÍDO NO VALOR DA CAUSA MONTANTE EXIGIDO A TÍTULO DE DANO MORAL, EM RELAÇÃO AO QUAL SUCUMBIU A PARTE AUTORA, RESTA ARBITRAR A VERBA HONORÁRIA POR APRECIAÇÃO EQUITATIVA, TAL COMO REQUERIDO PELA PARTE AUTORA. VALOR ARBITRADO EM R$ 1.000,00 QUE SE MOSTRA ADEQUADO, CONSIDERANDO TRATAR-SE DE DEMANDA REPETITIVA, DE POUCA COMPLEXIDADE E BAIXA EXPRESSÃO ECONÔMICA. HONORÁRIOS RECURSAIS INCIDENTES. RECURSO DA AUTORA PARCIALMENTE PROVIDO; RECURSO DO RÉU DESPROVIDO. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº 5004979-**.2021.8.21.****, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Pippi Schmidt, Julgado em: 25-04-2023)</em></p> <p>Assim, afasto a conexão arguida, pois, em se tratando de objetos diversos, não há correlação de causa de pedir, inexistindo razões para julgamento em conjunto com os demais feitos existentes entre as partes.<em> </em></p> <hr> <p><strong>2. Das provas.</strong></p> <p>No prazo de 15 (quinze) dias, digam as partes as <strong>provas</strong> que desejam produzir, <strong>justificando a necessidade, sob pena de indeferimento</strong>.</p> <p>Ainda, em caso de necessidade de prova oral, no mesmo prazo, <strong>deverão trazer aos autos o rol de testemunhas para adequação da pauta</strong>, na forma do art. 450, do NCPC.</p> <p>Caso deferida a inquirição, as testemunhas deverão comparecer independente de intimação judicial, sob pena de perda da prova, salvo demonstração, no mesmo prazo, dos casos do art. 455, §4º, do NCPC, sendo obrigatório, neste caso, a indicação, desde já, de endereço completo da pessoa a ser inquirida, sob pena de indeferimento.</p> <p>Sem prejuízo, <strong>havendo testemunhas arroladas que residam em outras Comarcas, deverá a parte informar se a testemunha comparecerá no Juízo de Viamão para sua inquirição ou se requer seja a mesma ouvida por precatória ou videoconferência, caso a Comarca de residência disponha de tal serviço</strong>. Saliente-se que tal informação é necessária para eventual reserva de sala especial para tal finalidade. NO SILÊNCIO, presumir-se-á que a testemunha será ouvida por precatória/videoconferência.</p> <p><strong>No caso de perícia, devem indicar a especialidade do profissional que a realizará,</strong> bem como apresentar os quesitos, visando possibilitar ao Juízo o exame do pedido.</p> <p><strong>Provas não reiteradas serão havidas como desistidas</strong>.</p> <p>Nada sendo requerido, venham os autos conclusos no localizador (localizador: CONC JULG - CONCLUSO JULGAMENTO).</p> <p>Agendada a intimação eletrônica.</p> <p>Cumpra-se.</p> <p>Diligências Legais.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>
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