Intimação — 1000945-**.2026.8.13.****
Publicado em
Dados da publicação
Número do processo
1000945-**.2026.8.13.****
Partes
P - B**** A****** S*.A* | P - B**** C*6 C********* S*.A*. | P - B**** C******…
Advogados
N****** D* O******* R**** (218731/M*) | R*****…
Texto da publicação
<html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL Nº 1000945-**.2026.8.13.****/MG</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: J******** A********* P******</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: F******* F******* D* S**** (OAB MG165918)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: F******* F******* D* S**** (OAB MG132730)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: B**** I****** S*.A*.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: J****** D*** D* A****** (OAB SP417116)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: CLÁUDIA NAHSSEN DE LACERDA FRANZE (OAB SP124517)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: B**** A****** S*.A*</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ANDRÉ RENNÓ LIMA GUIMARÃES DE ANDRADE (OAB MG078069)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: B**** C*6 C********* S*.A*.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: E****** C****** (OAB MG157533)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: NATÁLIA DE OLIVEIRA ROSSI (OAB MG218731)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: RENATA BARROS DE MENDONÇA (OAB MG146968)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: B**** P*** S*/A*</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: E****** C****** (OAB MG157533)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: B**** C****** S*.A*.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: LAZARO JOSÉ GOMES JUNIOR (OAB MS008125)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTENÇA</p> </section> <section> <p>Vistos, etc.</p> <p> </p> <p>Trata-se de ação declaratória de inexistência de débito e negócio jurídico, cumulada com obrigação de fazer, indenização por danos morais e repetição de indébito, com pedido de tutela de urgência, ajuizada por <strong><span>J******** A********* P******</span></strong> em face de <strong>B**** C****** S*.A*.</strong>, <strong>B**** I****** S*.A*.</strong>, <strong>B**** A****** S*.A*.</strong>, <strong>B**** C*6 C********* S*.A*.</strong> e <strong>B**** P*** S*/A*</strong>, todos qualificados nos autos.</p> <p>Conforme narrado na petição inicial Evento 1 (doc 1), o autor é aposentado pelo INSS, beneficiário de aposentadoria por incapacidade permanente (espécie 32), com renda mensal de R$ 4.199,81, e afirma ter constatado, ao consultar o extrato de empréstimos consignados no portal Meu INSS, a existência de múltiplos contratos de empréstimo e refinanciamento que assevera jamais ter solicitado, assinado ou autorizado. Sustenta que os valores indicados como "liberados" em seu favor constavam zerados ou irrisórios em relação ao montante total financiado, servindo os refinanciamentos apenas para encobrir a quitação forçada de contratos anteriores e gerar novos débitos unilaterais. Alega que os descontos comprometem parcela superior a 30% de seu benefício previdenciário, inviabilizando sua subsistência digna.</p> <p>Os contratos impugnados são os seguintes, conforme identificados na inicial:</p> <table><tbody><tr><th>Banco</th><th>Contrato</th><th>Valor contratado</th><th>Valor liberado</th><th>Parcela</th></tr><tr><td><p>B**** C*6 C********* S*.A*.</p></td><td><p>901406 95550</p></td><td><p>R$ 17.934,05</p></td><td><p>R$ 1.027,56</p></td><td><p>R$ 377,81</p></td></tr><tr><td><p>B**** I****** S*.A*.</p></td><td><p>202512100810607</p></td><td><p>R$ 35.444,32</p></td><td><p>R$ 838,24</p></td><td><p>R$ 693,22</p></td></tr><tr><td><p>B**** C****** S*.A*.</p></td><td><p>097002 017111</p></td><td><p>R$ 570,92</p></td><td><p>R$ 553,36</p></td><td><p>R$ 12,84</p></td></tr><tr><td><p>B**** P*** S*/A*</p></td><td><p>BYX900 000845 04</p></td><td><p>R$ 5.304,89</p></td><td><p>R$ 584,35</p></td><td><p>R$ 122,46</p></td></tr><tr><td><p>B**** A****** S*.A*.</p></td><td><p>150895 1794</p></td><td><p>R$ 2.620,81</p></td><td><p>R$ 0,00</p></td><td><p>R$ 63,49</p></td></tr><tr><td><p>B**** A****** S*.A*.</p></td><td><p>124326 8703</p></td><td><p>R$ 6.361,32</p></td><td><p>R$ 2.820,17</p></td><td><p>R$ 75,73</p></td></tr></tbody></table> <p>A tutela de urgência foi deferida parcialmente no Evento 5 (doc 1), determinando-se a cessação imediata dos descontos relativos aos contratos impugnados, sob pena de multa diária de R$ 100,00, limitada a R$ 5.000,00.</p> <p>O B**** C****** S*.A*. interpôs Agravo de Instrumento, ao qual o e. TJMG indeferiu o efeito suspensivo, conforme decisão juntada no Evento 45 (doc 1). Esta Magistrada exerceu juízo de retratação negativo, mantendo a decisão agravada, conforme Evento 46 (doc 1).</p> <p>O polo passivo foi retificado para constar <strong>B**** C****** S*.A*.</strong> (CNPJ nº **.***.***/****-**), conforme requerido pela parte autora no Evento 29 (doc 1) e corroborado pela própria ré em sua contestação, conforme deferido no Evento 71 (doc 1).</p> <p>Devidamente citados, os réus apresentaram suas defesas:</p> <ul><li><p>O <strong>B**** C****** S*.A*.</strong> contestou no Evento 42 (doc 1), arguindo preliminar de falta de interesse de agir e impugnando o valor da causa. No mérito, defendeu a regularidade do contrato nº 097002017111, alegando contratação digital válida, com biometria facial, envio de documentos e comprovante de transferência do valor liberado.</p></li><li><p>O <strong>B**** A****** S*.A*.</strong> contestou no Evento 61 (doc 1), sustentando a legalidade das contratações por biometria facial e a regularidade do refinanciamento (contrato nº 150895 1794), com juntada de dossiê probatório e CCB.</p></li><li><p>O <strong>B**** P*** S*/A*</strong> contestou no Evento 100 (doc 1), alegando que o contrato nº BYX900 000845 04 decorre de cessão de crédito da QI Sociedade de Crédito Direto S.A., com contratação digital validada por biometria facial e liberação de crédito em conta do autor.</p></li><li><p>O <strong>B**** C*6 C********* S*.A*.</strong> contestou no Evento 90 (doc 1), alegando que o contrato nº 901406 95550 foi regularmente formalizado por canais eletrônicos seguros, com biometria facial, geolocalização e aceite de termos, juntando dossiê probatório, CCB e comprovante de transferência.</p></li><li><p>O <strong>B**** I****** S*.A*.</strong> contestou no Evento 124 (doc 1), juntando laudo documentoscópico, trilha de auditoria e comprovante de depósito, sustentando a regularidade do refinanciamento (contrato nº 202512100810607).</p></li></ul> <p>O autor apresentou réplica no Evento 84 (doc 1), refutando as teses defensivas e insistindo na ocorrência de práticas abusivas.</p> <p>No Evento 152 (doc 1), foram rejeitadas as preliminares, deferida a inversão do ônus da prova, indeferidas todas as provas adicionais requeridas pelas partes e declarado o feito saneado e maduro para julgamento antecipado, com abertura de prazo para alegações finais.</p> <p>O autor apresentou alegações finais no Evento 162 (doc 1). Os réus apresentaram suas alegações finais nos Evento 164 (doc 1), Evento 165 (doc 1), Evento 169 (doc 1), Evento 180 (doc 1) e Evento 185 (doc 1).</p> <p>É o relatório. <strong>Decido</strong>.</p> <p>As preliminares já foram devidamente rejeitadas na decisão de saneamento proferida no Evento 152 (doc 1), cujos fundamentos ora ratifico integralmente.</p> <p>A relação jurídica travada entre o autor e as instituições financeiras rés é inequivocamente de consumo, nos termos dos arts. 2º e 3º do CDC, sendo aplicável a Súmula 297 do STJ. O autor é consumidor final dos serviços bancários de crédito consignado, e os réus são fornecedores de tais serviços.</p> <p>Conforme deferido na decisão de saneamento Evento 152 (doc 1), aplica-se a inversão do ônus da prova prevista no art. 6º, VIII, do CDC, diante da manifesta hipossuficiência técnica, informacional e econômica do autor — pessoa idosa, aposentada, com limitado grau de instrução — frente ao aparato sistêmico das instituições financeiras.</p> <p>Ainda que não fosse o caso de inversão, tratando-se de alegação de fato negativo (inexistência de contratação), o ônus da prova da regularidade das avenças, da legitimidade da manifestação de vontade eletrônica e do efetivo repasse dos créditos em benefício do consumidor recai sobre as instituições financeiras rés, que detêm o controle dos mecanismos tecnológicos e o dever de segurança na prestação de seus serviços (art. 373, II, do CPC).</p> <p>Antes de analisar cada contrato individualmente, é necessário fixar a premissa jurídica que orientará o julgamento.</p> <p>A contratação de empréstimo consignado por meio eletrônico, com assinatura digital via biometria facial e registro de geolocalização, é <strong>plenamente válida</strong> no ordenamento jurídico brasileiro. Essa modalidade encontra amparo no art. 10, §2º, da MP 2.200-2/2001, no art. 4º, II, da Lei nº 14.063/2020, no art. 29, §5º, da Lei nº 10.931/2004 e na Instrução Normativa INSS nº 138/2022, que tornou obrigatório o reconhecimento biométrico nas contratações de crédito consignado de beneficiários do INSS.</p> <p>O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 2.159.442/PR (Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, j. 24/09/2024), consolidou o entendimento de que a assinatura eletrônica por biometria facial, ainda que não certificada pela ICP-Brasil, possui plena validade jurídica, gerando presunção de autenticidade e integridade do documento. Nesse mesmo sentido, o REsp 2.197.156/SP reforçou que a mera negativa genérica de contratação, desacompanhada de impugnação específica quanto aos elementos técnicos apresentados pela instituição financeira, não é suficiente para afastar a presunção de legitimidade da operação.</p> <p>Os contratos formalizados por meio digital, em plataforma eletrônica, com apresentação de documentos pessoais, biometria facial e/ou assinatura digital possuem validade em nosso ordenamento jurídico, de acordo com entendimento jurisprudencial consolidado (STJ: AREsp n. 2.362.818 – TJAM: Apelação Cível 0452063-**.2023.8.04.**** ; Apelação Cível 0634857-03.2021.8.04.000).</p> <p>Cito:</p> <p> </p> <p><em>EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE NEGÓCIO JURÍDICO - REPARAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS - EMPRÉSTIMO NÃO SOLICITADO - CONTRATO DIGITAL - RECURSO PROVIDO. - É importante ressaltar que, nas ações onde a parte autora nega a existência de negócio jurídico, o ônus de provar o contrato cabe à parte ré, em razão da impossibilidade de se exigir daquele a prova negativa do fato - O fornecimento da data e hora exata, a assinatura eletrônica, o registro do endereço de IP, a geolocalização e a captura de selfie do contratante garantem a validade jurídica do contrato firmado por meio eletrônico - Salientamos que para considerar a regular contratação por meio digital, fotos (selfie) ou biometria, não basta a simples juntada de tais documentos, mas é necessário estarem acompanhadas dos documentos pessoais da autora, endereço IP com data e hora, como outros meios válidos de contração, informações que não devem se contradizer. (TJ-MG - Apelação Cível: 5003293-02.2023 .8.13.0016, Relator.: Des.(a) Newton Teixeira Carvalho, Data de Julgamento: 29/02/2024, 13ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 01/03/2024)</em></p> <p> </p> <p><em>EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA C.C DANOS MORAIS. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO . CONTRATO DIGITAL. APRESENTAÇÃO. BIOMETRIA FACIAL. SELFIE . CONTRATAÇÃO COMPROVADA. VÍCIO DE CONSENTIMENTO. AUSÊNCIA DE PROVA. RECURSO DESPROVIDO . - Nos termos do artigo 373, do Código de Processo Civil, o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito, e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito daquele - Restando cabalmente demonstrada a existência da relação jurídico-contratual entre as partes litigantes, consubstanciada na apresentação do contrato de empréstimo consignado de forma digital, mediante biometria facial (selfie), com todas as informações probatórias inseridas relevantes, tais como geolocalização, IP, fotografias, etc., considera-se que a cobrança dos valores em benefício previdenciário do consumidor se deu no exercício regular de direito do credor - Não restando demonstrada a existência de vício de consentimento quando da contratação do empréstimo consignado ou de falha na prestação de serviços infere-se que não há como acolher a pretensão autoral - Recurso desprovido. (TJ-MG - Apelação Cível: 5000093-53.2023 .8.13.0479, Relator.: Des.(a) Narciso Alvarenga Monteiro de Castro (JD Convocado), Data de Julgamento: 22/03/2024, 15ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 03/04/2024)</em></p> <p> </p> <p>Portanto, <strong>a biometria facial validada, acompanhada de geolocalização compatível com o domicílio do contratante, envio de documento pessoal, aceite dos termos contratuais e comprovante de transferência do valor liberado, constitui prova suficiente da regular manifestação de vontade do consumidor</strong>, cabendo a este, caso queira desconstituir o negócio jurídico, demonstrar concretamente a ocorrência de fraude, vício de consentimento ou irregularidade específica no processo de contratação, e não apenas negar genericamente ter contratado.</p> <p>Com essa premissa, passo à análise individualizada de cada contrato.</p> <p><strong>B**** C****** S*.A*. — Contrato nº 097002017111</strong></p> <p>O B**** C****** S*.A*. juntou, em sua contestação Evento 42 (doc 1), o dossiê probatório da contratação digital Evento 42 (doc 4), o contrato (CCB) nº 097002017111 Evento 42 (doc 3), o demonstrativo de débito Evento 42 (doc 6) e o comprovante de transferência do valor liberado (R$ 553,36) Evento 42 (doc 5).</p> <p>Da análise do dossiê probatório, extrai-se que a contratação foi iniciada em 04/07/2024 e concluída em 10/07/2024, mediante interação via plataforma digital (<em>WhatsApp/Web View</em>). O processo envolveu: (i) aceite dos termos de uso e política de privacidade; (ii) envio de documento de identificação (CNH); (iii) aceite das condições financeiras da operação; (iv) captura de biometria facial com prova de vida; e (v) assinatura eletrônica da CCB.</p> <p>O comprovante de transferência via SPB Evento 42 (doc 5) confirma que o valor de R$ 553,36 foi efetivamente creditado em 15/07/2024 na conta corrente nº 769325012-4, agência 0143, Caixa Econômica Federal, de titularidade incontroversa do autor (CPF ***.***.***-**).</p> <p>Contudo, a análise detida do dossiê revela circunstância que fragiliza decisivamente a tese da contratação regular e consciente. A etapa de captura da biometria facial e assinatura da CCB ocorreu em 10/07/2024, a partir de dispositivo com IP 200.206.173.133, com geolocalização indicando latitude <strong>-22.775229</strong> e longitude <strong>-47.145969</strong> — coordenadas que correspondem à região de <strong>Campinas/SP</strong>, distante centenas de quilômetros do domicílio do autor em Patrocínio/MG. Já todas as etapas anteriores de envio de documentos foram realizadas a partir do IP 177.85.3.60, com geolocalização em Patrocínio/MG.</p> <p>A etapa mais crítica da contratação, a captura da biometria facial que serve como assinatura eletrônica, foi realizada em localidade completamente diversa do domicílio do autor e das demais etapas do processo. Isso indica, com elevado grau de probabilidade, que a biometria foi capturada por terceiro, em Campinas/SP, e não pelo próprio autor em Patrocínio/MG.</p> <p>A ré não apresentou qualquer explicação para essa divergência geográfica. Não há nos autos nenhum elemento que indique que o autor esteve em Campinas/SP na data da contratação, nem qualquer justificativa técnica para a mudança de localização entre as etapas do processo.</p> <p>Diante dessa irregularidade concreta e objetiva — divergência geográfica entre a etapa de assinatura biométrica e as demais etapas do processo, incompatível com a presença física do autor —, conclui-se que o B**** C****** S*.A*. <strong>não comprovou a regular e inequívoca manifestação de vontade do autor</strong> na contratação do empréstimo nº 097002017111. A biometria facial, neste caso específico, não foi capturada pelo próprio autor, mas por terceiro em localidade diversa, o que configura fraude na contratação.</p> <p>O pedido em relação ao B**** C****** S*.A*. é, portanto, <strong>procedente</strong>.</p> <p><strong>B**** A****** S*.A*. — Contrato nº 150895 1794</strong></p> <p>O B**** A****** S*.A*. juntou, em sua contestação Evento 61 (doc 1), o dossiê probatório do contrato nº 150895 1794 Evento 61 (doc 2), incluindo a CCB e os dados de biometria facial.</p> <p>O dossiê indica que a contratação foi realizada em 16/08/2023 por meio de <strong>loja física</strong> (Loja Promil - Patrocínio/MG), com assinatura via "App Consultor", ou seja, o contrato foi formalizado por um consultor da loja, utilizando o aplicativo do banco, com biometria facial capturada em 30/08/2023. O consultor identificado é FRANCIELLE LAYANE ALVES BOTELHO (matrícula 89029191), da Loja Promil - Patrocínio/MG.</p> <p>A CCB nº 1508951794 indica que o valor total da operação foi de R$ 2.559,98, com valor liberado de R$ 448,46 e saldo devedor de operação anterior do Grupo Agibank de R$ 2.096,06 quitado. O valor líquido efetivamente disponibilizado ao autor foi de R$ 448,46, creditado na conta nº 0013845780, agência 6044, Banco Sicoob.</p> <p>A biometria facial foi capturada com score 90 (em escala de -100 a +100), com status "CONCLUIDO", "LIVENESS: APROVADO" e "É FRAUDE: NAO", conforme dados de biometria constantes do dossiê.</p> <p>Neste caso, a contratação foi realizada presencialmente em loja física em Patrocínio/MG, com a presença do autor e de um consultor credenciado. A geolocalização é compatível com o domicílio do autor. A biometria foi aprovada com score elevado. O valor liberado (R$ 448,46) foi creditado em conta bancária.</p> <p>Contudo, há uma questão relevante: a contratação foi realizada via "App Consultor", ou seja, o consultor da loja operou o aplicativo e capturou a biometria do autor. Essa modalidade, embora prevista na regulamentação do INSS como correspondente bancário, implica que o autor pode ter fornecido sua biometria sem plena compreensão de que estava autorizando um refinanciamento com novas condições.</p> <p>Todavia, a mera possibilidade de incompreensão não é suficiente para desconstituir o negócio jurídico. O autor não demonstrou concretamente que foi induzido a erro, coagido ou que houve qualquer irregularidade específica no processo de contratação. A presença física em loja, com consultor identificado, biometria aprovada e valor creditado em conta, constitui conjunto probatório suficiente para validar a contratação.</p> <p>O pedido em relação ao contrato nº 150895 1794 do B**** A****** S*.A*. é, portanto, <strong>improcedente</strong>.</p> <p><strong>B**** A****** S*.A*. — Contrato nº 124326 8703</strong></p> <p>Quanto ao contrato nº 124326 8703, o B**** A****** S*.A*. <strong>não juntou documentação específica</strong> sobre sua formalização. O extrato do INSS Evento 1 (doc 8) indica que se trata de "Averbação nova" de 24/01/2023, com valor liberado de R$ 2.820,17. Contudo, não há nos autos dossiê probatório, CCB, comprovante de transferência ou qualquer outro documento que comprove a regular formalização desse contrato específico.</p> <p>A ausência de documentação probatória específica para o contrato nº 124326 8703 é fatal para a tese defensiva do B**** A****** S*.A*. Incumbia à ré, nos termos do art. 373, II, do CPC e do art. 6º, VIII, do CDC, demonstrar a regularidade da contratação. Não o fazendo, prevalece a alegação do autor de que não contratou esse empréstimo.</p> <p>O pedido em relação ao contrato nº 124326 8703 do B**** A****** S*.A*. é, portanto, <strong>procedente</strong>.</p> <p><strong>B**** P*** S*/A* — Contrato nº BYX900 000845 04</strong></p> <p>O B**** P*** S*/A* juntou, em sua contestação Evento 100 (doc 1), as CCBs nº BYX0000084504 e nº BYX90000084504 Evento 100 (doc 2), além de comprovante de depósito e documentação de biometria.</p> <p>A análise dos documentos revela que o contrato nº BYX900 000845 04 decorre de uma cadeia contratual: (i) portabilidade do contrato nº 501391 (Caixa Econômica Federal) para a QI Sociedade de Crédito Direto S.A. (CCB nº BYX0000084504), com liberação de R$ 584,35; (ii) refinanciamento junto à mesma QI (CCB nº BYX90000084504); e (iii) cessão do crédito para o B**** P*** S*/A*.</p> <p>A contratação foi realizada em 27/02/2024, com assinatura eletrônica via IP 177.85.3.52, com geolocalização em Patrocínio/MG (latitude -18.9439, longitude -46.9925), compatível com o domicílio do autor. O comprovante de depósito indica que o valor de R$ 584,35 foi creditado na conta do autor em 06/03/2024.</p> <p>A biometria facial foi validada com score de 95 (em escala de -100 a +100), indicando que "a biometria para a face em questão já foi atrelada ao mesmo CPF por mais de uma vez ao longo do tempo", o que aumenta consideravelmente a probabilidade de a face ser da pessoa portadora do CPF.</p> <p>A geolocalização é compatível com o domicílio do autor, a biometria foi aprovada com score elevado, o valor foi creditado em conta de titularidade do autor e a documentação apresentada é coerente. Não há nos autos qualquer elemento concreto que indique fraude ou irregularidade específica no processo de contratação deste contrato.</p> <p>O pedido em relação ao B**** P*** S*/A* é, portanto, <strong>improcedente</strong>.</p> <p><strong>B**** C*6 C********* S*.A*. — Contrato nº 901406 95550</strong></p> <p>O B**** C*6 C********* S*.A*. juntou, em sua contestação Evento 90 (doc 1), o dossiê probatório da contratação digital Evento 90 (doc 4), a CCB nº ***.***.***-** Evento 90 (doc 5), o demonstrativo de operações Evento 90 (doc 6) e o comprovante de transferência (TED) Evento 90 (doc 8).</p> <p>O dossiê probatório indica que a contratação foi realizada em 12/12/2024, com assinatura eletrônica via biometria facial, a partir do IP 2804:38c4:8:3c0f::45d:38ca:52974, com geolocalização em Patrocínio/MG (latitude -18.9416845, longitude -46.991556), compatível com o domicílio do autor. O comprovante de transferência confirma que o valor de R$ 1.027,56 foi creditado na conta do autor em 12/12/2024.</p> <p>A trilha de eventos do dossiê registra aceite dos termos de uso e política de privacidade; aceite do termo de autorização de consulta de dados junto ao INSS; informação do valor líquido do benefício; aceite do custo efetivo total; aceite da CCB; e coleta da biometria facial, tudo a partir do mesmo IP e geolocalização em Patrocínio/MG.</p> <p>A geolocalização é plenamente compatível com o domicílio do autor, a biometria foi capturada e validada, o valor foi creditado em conta de titularidade do autor e a documentação apresentada é coerente e detalhada. Não há nos autos qualquer elemento concreto que indique fraude ou irregularidade específica no processo de contratação.</p> <p>O pedido em relação ao B**** C*6 C********* S*.A*. é, portanto, <strong>improcedente</strong>.</p> <p><strong>B**** I****** S*.A*. — Contrato nº 202512100810607</strong></p> <p>O B**** I****** S*.A*. juntou, em sua manifestação Evento 145 (doc 1), o comprovante de depósito (R$ 838,24 creditados em 11/12/2025) Evento 145 (doc 2), o laudo documentoscópico Evento 145 (doc 3), a CCB nº 202512100810607 Evento 124 (doc 2), o demonstrativo de evolução de dívida Evento 124 (doc 3) e a trilha de auditoria Evento 124 (doc 4).</p> <p>A trilha de auditoria indica que a contratação foi realizada em 10/12/2025, com acesso ao link de assinatura a partir do IP 177.85.3.240, com geolocalização em Patrocínio/MG (-18.9366398, -46.9807462), compatível com o domicílio do autor. A biometria foi capturada com sucesso, validada em base pública (IdRC) e aprovada.</p> <p>O laudo documentoscópico atesta que a análise da selfie e do documento (CNH) resultou em "Status: Aprovado" e "Status Facematch: Reconhecido", com validação dos dados cadastrais.</p> <p>O comprovante de depósito confirma que R$ 838,24 foram creditados na conta do autor em 11/12/2025, a partir do Banco Inbursa (ISPB 04866275) para a Caixa Econômica Federal (conta 7693250124, agência 143), de titularidade de <span>J******** A********* P******</span>.</p> <p>A geolocalização é plenamente compatível com o domicílio do autor, a biometria foi capturada e validada em base pública, o laudo documentoscópico aprovou o facematch, o valor foi creditado em conta de titularidade do autor e a documentação apresentada é coerente e detalhada. Não há nos autos qualquer elemento concreto que indique fraude ou irregularidade específica no processo de contratação.</p> <p>O pedido em relação ao B**** I****** S*.A*. é, portanto, <strong>improcedente</strong>.</p> <p>Declarada a inexistência dos contratos nº 097002017111 (B**** C****** S*.A*.) e nº 124326 8703 (B**** A****** S*.A*.), impõe-se a restituição ao autor de todos os valores indevidamente descontados de seu benefício previdenciário a título desses contratos.</p> <p><strong>Quanto à forma da restituição (simples ou em dobro), </strong>o art. 42, parágrafo único, do CDC prevê a devolução em dobro quando a cobrança indevida consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva, independentemente da comprovação de má-fé subjetiva, conforme entendimento firmado pelo STJ nos EAREsp 600.663/RS e 676.608/RS (Corte Especial), com modulação de efeitos para aplicação a partir de 30/03/2021.</p> <p><strong>B**** C****** S*.A*. — Contrato nº 097002017111:</strong> A contratação foi realizada mediante fraude, com biometria capturada em localidade diversa do domicílio do autor. Essa conduta revela atuação contrária à boa-fé objetiva, justificando a devolução em dobro dos valores descontados após 30/03/2021, e de forma simples para os anteriores. O valor de R$ 553,36 efetivamente recebido pelo autor deverá ser deduzido do montante a ser restituído, a fim de evitar enriquecimento sem causa (art. 884 do CC).</p> <p><strong>B**** A****** S*.A*. — Contrato nº 124326 8703:</strong> A ausência de qualquer documentação probatória específica para esse contrato, por parte de instituição financeira de grande porte, revela conduta contrária à boa-fé objetiva, justificando a devolução em dobro dos valores descontados após 30/03/2021, e de forma simples para os anteriores. O valor de R$ 2.820,17 indicado como liberado no extrato do INSS deverá ser deduzido do montante a ser restituído, caso comprovado o efetivo crédito em conta do autor na fase de liquidação.</p> <p>A apuração dos valores exatos a serem restituídos deverá ser realizada em fase de liquidação de sentença, mediante confronto entre os extratos de descontos do INSS (já parcialmente constantes dos autos no Evento 1 doc 9) e os comprovantes de depósito apresentados pelos réus.</p> <p>Os valores a serem restituídos deverão ser corrigidos monetariamente pelo IPCA-E desde cada desconto indevido (Súmula 43 do STJ) e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês desde o evento danoso (Súmula 54 do STJ), observando-se, a partir da citação, a incidência apenas da taxa SELIC, nos termos dos arts. 389, 405 e 406 do Código Civil, com a redação dada pela Lei nº 14.905/2024.</p> <p><strong>Dos danos morais </strong></p> <p>A responsabilidade das instituições financeiras por falhas na prestação de serviços é objetiva, incluindo fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias (Súmula nº 479 do STJ). No entanto, para a configuração do dano moral, é necessário que o abalo sofrido transcenda o mero aborrecimento cotidiano.</p> <p>No caso específico do B**** A****** S*.A*. - Contrato nº 124326 8703 e do B**** C****** S*.A*., embora tenha sido reconhecida a inexistência do débito e a falha na prestação do serviço por não comprovar a contratação, os descontos em questão, no valor de R$12,84 e 75,73 por parcela, são considerados ínfimos.</p> <p>A jurisprudência mais recente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem entendido que, se o abalo moral do consumidor se limita a suportar descontos de baixo valor em seu benefício, sem situações adicionais graves, o dano moral passível de indenização não se configura.</p> <p>Colaciono:</p> <p> </p> <p><em>Indenização por dano moral - Cartão de crédito consignado - Descontos indevidos - Fraude na contratação - Descontos ínfimos no benefício previdenciário - Dano moral não configurado - Ementa: Apelação cível. Ação ordinária. Cartão de crédito consignado. Descontos indevidos. Assinatura falsa. Comprovação. Fraude na contratação. Danos morais. Não configuração. Descontos ínfimos. - Nas ações declaratórias de inexistência de débito, quando a parte autora nega a relação jurídica que deu ensejo à dívida inscrita nos cadastros restritivos, incumbe ao réu comprovar a contratação, nos termos do art. 373, II, do CPC. Se assim não fosse, caberia à parte autora a produção de uma prova diabólica, o que não se pode permitir. - Se a prova pericial aponta que a assinatura não é autêntica, a instituição financeira deve responder pela falha na prestação dos serviços. - Não sofre danos morais o consumidor que, embora tenha sido vítima de empréstimo consignado fraudulento, sofreu descontos ínfimos em seu benefício previdenciário. (TJMG - Apelação Cível nº 1.0000.24.400768-8/001, Rel. Des. Leonardo de Faria Beraldo, 9ª Câmara Cível, j. em 26.11.2024, p. em 04.12.2024). </em></p> <p> </p> <p>Não há nos autos comprovação de que os descontos, ainda que indevidos, tenham causado à Autora um abalo psíquico ou ofensa aos direitos da personalidade que extrapole o mero dissabor.</p> <p>Portanto, considerando o baixo valor das parcelas descontadas e a ausência de outros elementos que comprovem sofrimento moral grave, o pedido de indenização por danos morais deve ser rejeitado.</p> <p><strong>Da tutela de urgência </strong></p> <p>A tutela de urgência deferida no Evento 5 (doc 1) foi concedida de forma ampla, abrangendo todos os contratos impugnados. Com o julgamento do mérito, a tutela deve ser adequada ao resultado:</p> <ul><li><p><strong>Crefisa nº 097002017111 e Agibank nº 124326 8703:</strong> a tutela é confirmada e convertida em definitiva, determinando-se a cessação permanente dos descontos.</p></li><li><p><strong>Agibank nº 150895 1794, Pine nº BYX900 000845 04, C6 nº 901406 95550 e Inbursa nº 202512100810607:</strong> a tutela de urgência é <strong>revogada</strong>, devendo ser retomados os descontos relativos a esses contratos.</p></li></ul> <p>Ante o exposto, <strong>JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES</strong> os pedidos formulados por <strong><span>J******** A********* P******</span></strong>, para:</p> <p><strong>A) Em relação ao B**** C****** S*.A*. (contrato nº 097002017111):</strong></p> <p><strong>a.1)</strong> <strong>DECLARAR a inexistência</strong> do negócio jurídico consubstanciado no contrato nº 097002017111, celebrado em 04/07/2024;</p> <p><strong>a.2)</strong> <strong>CONFIRMAR a tutela de urgência</strong> deferida no Evento 5 (doc 1), tornando definitiva a determinação de cessação dos descontos relativos ao contrato nº 097002017111 no benefício previdenciário do autor;</p> <p><strong>a.3)</strong> <strong>CONDENAR</strong> o B**** C****** S*.A*. à <strong>restituição</strong> ao autor de todos os valores indevidamente descontados de seu benefício previdenciário a título do contrato nº 097002017111, na forma simples para os descontos realizados antes de 30/03/2021 e em dobro para os realizados a partir de 30/03/2021, deduzido o valor de R$ 553,36 efetivamente recebido pelo autor, conforme apuração em fase de liquidação de sentença, com correção monetária pelo IPCA-E desde cada desconto (Súmula 43 do STJ) e juros de mora de 1% ao mês desde o evento danoso (Súmula 54 do STJ), observando-se, a partir da citação, a incidência apenas da taxa SELIC (arts. 389, 405 e 406 do CC, com redação da Lei nº 14.905/2024);</p> <p><strong>B) Em relação ao B**** A****** S*.A*. (contrato nº 124326 8703):</strong></p> <p><strong>b.1)</strong> <strong>DECLARAR a inexistência</strong> do negócio jurídico consubstanciado no contrato nº 124326 8703, celebrado em 24/01/2023;</p> <p><strong>b.2)</strong> <strong>CONFIRMAR a tutela de urgência</strong> deferida no Evento 5 (doc 1), tornando definitiva a determinação de cessação dos descontos relativos ao contrato nº 124326 8703 no benefício previdenciário do autor;</p> <p><strong>b.3)</strong> <strong>CONDENAR</strong> o B**** A****** S*.A*. à <strong>restituição</strong> ao autor de todos os valores indevidamente descontados de seu benefício previdenciário a título do contrato nº 124326 8703, na forma simples para os descontos realizados antes de 30/03/2021 e em dobro para os realizados a partir de 30/03/2021, deduzido o valor de R$ 2.820,17 indicado como liberado, caso comprovado o efetivo crédito em conta do autor na fase de liquidação, conforme apuração em fase de liquidação de sentença, com correção monetária pelo IPCA-E desde cada desconto (Súmula 43 do STJ) e juros de mora de 1% ao mês desde o evento danoso (Súmula 54 do STJ), observando-se, a partir da citação, a incidência apenas da taxa SELIC (arts. 389, 405 e 406 do CC, com redação da Lei nº 14.905/2024);</p> <p><strong>C) Em relação ao B**** A****** S*.A*. (contrato nº 150895 1794), B**** P*** S*/A* (contrato nº BYX900 000845 04), B**** C*6 C********* S*.A*. (contrato nº 901406 95550) e B**** I****** S*.A*. (contrato nº 202512100810607): JULGO IMPROCEDENTES</strong> os pedidos formulados em face dessas instituições financeiras, reconhecendo a validade e regularidade das contratações impugnadas, e <strong>REVOGO a tutela de urgência</strong> deferida no Evento 5 (doc 1) em relação a esses contratos, determinando a retomada dos descontos relativos aos contratos nº 150895 1794, nº BYX900 000845 04, nº 901406 95550 e nº 202512100810607.</p> <p><strong>D) Das custas e honorários:</strong></p> <p>Em relação ao <strong>B**** C****** S*.A*.</strong> e ao <strong>B**** A****** S*.A*.</strong> (contrato nº 124326 8703), <strong>CONDENO</strong> os réus ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, estes fixados em <strong>10% (dez por cento)</strong> sobre o valor total da condenação, nos termos do art. 85, §2º, do CPC.</p> <p>Em relação ao <strong>B**** A****** S*.A*.</strong> (contrato nº 150895 1794), <strong>B**** P*** S*/A*</strong>, <strong>B**** C*6 C********* S*.A*.</strong> e <strong>B**** I****** S*.A*.</strong>, <strong>CONDENO</strong> o autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, estes fixados em <strong>10% (dez por cento)</strong> sobre o valor da causa atribuído a cada réu, nos termos do art. 85, §2º, do CPC, observada a gratuidade de justiça concedida ao autor, ficando a exigibilidade suspensa nos termos do art. 98, §3º, do CPC.</p> <p><strong>E) Das providências:</strong></p> <p>Expeça-se <strong>ofício ao INSS</strong> (Instituto Nacional do Seguro Social) ou via PREVJUD, se possível, com força de mandado judicial, para que, no prazo de <strong>5 (cinco) dias úteis</strong> a contar do recebimento, procedam ao cancelamento definitivo das averbações dos contratos declarados inexistentes no benefício previdenciário nº 544.111.866-7, de titularidade de <span>J******** A********* P******</span> (CPF ***.***.***-**), quais sejam:</p> <ul><li>Contrato nº 097002017111 (B**** C****** S*.A*., CNPJ **.***.***/****-**);</li><li>Contrato nº 124326 8703 (B**** A****** S*.A*., CNPJ **.***.***/****-**);</li></ul> <p>Atribuo à presente sentença <strong>força de ofício/termo/mandado/carta precatória</strong>, nos termos e para os fins previstos nos atos normativos da Corregedoria-Geral de Justiça, dispensando-se a expedição de qualquer outro documento secretarial para fins de notificação ou cumprimento dos atos necessários à presente decisão.</p> <p>Com o trânsito em julgado, arquivem-se os autos, com as cautelas de praxe.</p> <p><strong>P.R.I.C.</strong></p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>
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- A data de disponibilização registrada é 21/09/2026. Datas e prazos devem ser confirmados na fonte oficial.
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