TJSC Intimação Diretoria de Recursos e Inci…

Intimação — 5017503-**.2025.8.24.****

Publicado em

Dados da publicação

Número do processo

5017503-**.2025.8.24.****

Partes

A - F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** | A - M*****…

Advogados

J****** C******* S****** P****** (73285/S*) |…

Texto da publicação

<html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Apela&ccedil;&atilde;o N&ordm; 5017503-**.2025.8.24.****/SC</b></section> <section><b><table><tr><td>APELANTE</td><td>: M***** B**** S******* (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: J****** C******* S****** P****** (OAB SC073285)</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** (R&Eacute;U)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: P**** E****** S**** R**** (OAB RS054014)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p>&Agrave; luz dos princ&iacute;pios da economia e celeridade processual, adota-se o relat&oacute;rio da senten&ccedil;a, por retratar com exatid&atilde;o o tr&acirc;mite na origem:</p> <p>Trata-se de a&ccedil;&atilde;o ajuizada por <span>M***** B**** S*******</span> contra F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I***********, visando a declara&ccedil;&atilde;o de nulidade da cobran&ccedil;a de seguro prestamista, com consequente repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito e indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais.</p> <p>Gratuidade processual deferida.</p> <p>Citada, a institui&ccedil;&atilde;o financeira r&eacute; apresentou resposta em forma de contesta&ccedil;&atilde;o, oportunidade em que refutou as postula&ccedil;&otilde;es deduzidas na peti&ccedil;&atilde;o inicial e sustentou a legalidade do seguro pactuado. Ao final, requereu a improced&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Houve r&eacute;plica.</p> <p>Os autos vieram conclusos.</p> <p>A pretens&atilde;o foi julgada nos seguintes termos (<span>evento 47, SENT1</span>, na origem):</p> <p>Isso posto, com fundamento no art. 487, I, do C&oacute;digo de Processo Civil, com resolu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;rito, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos formulados nesta a&ccedil;&atilde;o n. 5017503-**.2025.8.24.****, ajuizada por <span>M***** B**** S*******</span> contra F**** F********* S*.A*. C******, F************ E* I*********** para:</p> <p>a) declarar a nulidade da contrata&ccedil;&atilde;o do seguro denominado "Facta Fam&iacute;lia Super Protegida" (Processo SUSEP 15.414.607524/2020-93);</p> <p>b) determinar a compensa&ccedil;&atilde;o/restitui&ccedil;&atilde;o, na forma simples, dos valores cobrados a t&iacute;tulo de seguro , observando os encargos referidos na fundamenta&ccedil;&atilde;o. O importe dever&aacute; ser corrigido pelo INPC/IBGE (Provimento CGJ n&ordm; 13/1995), desde o desembolso, at&eacute; 30/08/2024, oportunidade na qual o fator de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria ser&aacute; o IPCA (CC, art. 389, par&aacute;grafo &uacute;nico). Ademais, ser&atilde;o acrescidos juros de mora a contar da cita&ccedil;&atilde;o (CC, art. 405), de 1% ao m&ecirc;s at&eacute; 30/08/2024, passando ent&atilde;o a incidir a taxa referencial SELIC deduzido o IPCA (CC, art. 406, &sect; 1&deg;).</p> <p>Condeno a parte r&eacute; ao pagamento das custas e dos honor&aacute;rios, estes fixados em 10% sobre o valor da condena&ccedil;&atilde;o, respeitado o valor m&iacute;nimo de R$ 1.500,00, em observ&acirc;ncia &agrave;s regras do art. 85 do CPC.</p> <p>Diante da sucumb&ecirc;ncia m&iacute;nima da parte autora, condeno exclusivamente a parte r&eacute; ao pagamento das custas e dos honor&aacute;rios, estes fixados em 10% sobre o valor da condena&ccedil;&atilde;o, respeitado o valor m&iacute;nimo de R$ 2.000,00, em observ&acirc;ncia &agrave;s regras do art. 85 do CPC.</p> <p>Senten&ccedil;a publicada eletronicamente. REGISTRE-SE. INTIMEM-SE.</p> <p>Oportunamente, ARQUIVEM-SE.</p> <p>Inconformada, a r&eacute; interp&ocirc;s apela&ccedil;&atilde;o (<a><span>evento 54, APELA&Ccedil;&Atilde;O1</span></a>), alegando: a) que o autor tinha pleno conhecimento do seguro e o contratou expressamente, em cl&aacute;usula espec&iacute;fica do instrumento, bastando assinalar "n&atilde;o" para dispens&aacute;-lo; b) que o pr&ecirc;mio foi integralmente custeado pela estipulante, sem &ocirc;nus para o consumidor; c) que foram cumpridos os requisitos da Resolu&ccedil;&atilde;o n. 365/2018 da SUSEP e que o Tema 972 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a n&atilde;o autoriza presumir a coa&ccedil;&atilde;o; d) que, sem erro no pagamento e sem pagamento pelo autor, n&atilde;o h&aacute; o que restituir.</p> <p>Requereu, por fim: "a reforma da nobre senten&ccedil;a prolatada em 1&ordm; grau, para declarar a improced&ecirc;ncia dos pedidos, nos termos da fundamenta&ccedil;&atilde;o supra".</p> <p>Irresignado, o autor tamb&eacute;m recorreu (<a><span>evento 56, APELA&Ccedil;&Atilde;O1</span></a>), limitada aos cap&iacute;tulos que lhe foram desfavor&aacute;veis, alegando: a) que a cobran&ccedil;a indevida decorreu da pr&oacute;pria estrutura contratual reconhecida como abusiva, e n&atilde;o de engano justific&aacute;vel, de modo que a restitui&ccedil;&atilde;o deve ser em dobro, na forma do art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor; b) que a restri&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de escolha, somada &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o de aposentado por invalidez, com 68 anos, e ao peso do valor cobrado sobre a renda, ultrapassa o mero dissabor e configura dano moral.</p> <p>Propugnou, ainda: "seja dado provimento ao presente recurso, para reformar parcialmente a senten&ccedil;a nos cap&iacute;tulos impugnados, a fim de determinar a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores indevidamente cobrados e reconhecer a exist&ecirc;ncia de dano moral indeniz&aacute;vel, mantendo-se os demais cap&iacute;tulos favor&aacute;veis ao Apelante, especialmente aqueles que reconheceram a abusividade da contrata&ccedil;&atilde;o, a nulidade do seguro e o direito &agrave; restitui&ccedil;&atilde;o dos valores".</p> <p>Com contrarraz&otilde;es do autor ao recurso da r&eacute; (<a><span>evento 65, CONTRAZ1</span></a>). Decorrido o prazo para a apresenta&ccedil;&atilde;o das contrarraz&otilde;es da r&eacute; ao recurso do autor, os autos ascenderam a este Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p>Distribu&iacute;do &agrave; Segunda C&acirc;mara de Direito Civil, o recurso foi redistribu&iacute;do a esta C&acirc;mara, em raz&atilde;o da incompet&ecirc;ncia daquele &oacute;rg&atilde;o (<a><span>evento 8, DESPADEC1</span></a>).</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio.</p> <p><strong>Admissibilidade</strong></p> <p>Passa-se &agrave; an&aacute;lise da insurg&ecirc;ncia por decis&atilde;o monocr&aacute;tica, nos termos do art. 932, V, "<em>a</em>", do CPC e do art. 132, XVI, do RITJSC,&nbsp;pois o lit&iacute;gio se resolve &agrave; luz de orienta&ccedil;&atilde;o jurisprudencial consolidada.</p> <p>Outrossim, embora seja um direito da parte prejudicada, cientifica-se, desde j&aacute;, da possibilidade de imposi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;multa, na forma do art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC, caso o agravo interno&nbsp;eventualmente interposto seja declarado manifestamente inadmiss&iacute;vel ou improcedente em vota&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime, o que ser&aacute; promovido &agrave; luz do Tema Repetitivo n. 1.201 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, nesses termos:</p> <p>1) O agravo interposto contra decis&atilde;o do Tribunal de origem, ainda que com o objetivo de exaurir a inst&acirc;ncia recursal ordin&aacute;ria, a fim de permitir a interposi&ccedil;&atilde;o de recurso especial e/ou extraordin&aacute;rio, quando apresentado contra decis&atilde;o baseada em precedente qualificado oriundo do STJ ou do STF, autoriza a aplica&ccedil;&atilde;o da&nbsp;multa&nbsp;prevista no art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC (revis&atilde;o do TR 434/STJ);</p> <p>2) A&nbsp;multa&nbsp;prevista no art. 1.021, &sect; 4&ordm;, CPC, n&atilde;o &eacute; cab&iacute;vel quando</p> <p>(i) alegada fundamentadamente a distin&ccedil;&atilde;o ou a supera&ccedil;&atilde;o do precedente qualificado oriundo do STJ ou do STF ou</p> <p>(ii) a decis&atilde;o agravada estiver amparada em julgado de tribunal de segundo grau;</p> <p>3) Excetuadas as hip&oacute;teses supra, caber&aacute; ao &oacute;rg&atilde;o colegiado verificar a aplica&ccedil;&atilde;o da&nbsp;multa, considerando-se as peculiaridades do caso concreto.</p> <p>No mesmo sentido, colhe-se desta C&acirc;mara:</p> <p>AGRAVO INTERNO EM APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. DECIS&Atilde;O UNIPESSOAL QUE N&Atilde;O CONHECEU DO RECURSO PELA DESER&Ccedil;&Atilde;O. INSURG&Ecirc;NCIA DO AUTOR. SUSCITADA A IMPOSSIBILIDADE DA DECRETA&Ccedil;&Atilde;O DA DESER&Ccedil;&Atilde;O, A QUAL PRESSUP&Otilde;E A OPORTUNIDADE DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. REJEI&Ccedil;&Atilde;O. INTIMA&Ccedil;&Atilde;O DO APELANTE AP&Oacute;S A REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DO BENEF&Iacute;CIO DA DA GRATUIDADE DA JUSTI&Ccedil;A QUE DEIXOU DE SER ATENDIDA. PREPARO RECURSAL N&Atilde;O RECOLHIDO NO PRAZO ASSINALADO. INADMISS&Atilde;O DO RECLAMO POR DESER&Ccedil;&Atilde;O QUE ERA, DE FATO, A PROVID&Ecirc;NCIA DE RIGOR. OPORTUNIDADE PARA O RECOLHIMENTO EM DOBRO QUE N&Atilde;O SE APLICA &Agrave; HIP&Oacute;TESE DOS AUTOS. PRECEDENTE DESTA C&Acirc;MARA [TJSC, AGRAVO INTERNO EM APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL N. 0300378-**.2019.8.24.****, REL. DES. RUBENS SCHULZ, J. 11-07-2024]. DECIS&Atilde;O MANTIDA. MULTA DO ART. 1.021, &sect; 4&ordm;, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL APLIC&Aacute;VEL. AGRAVO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJSC, Agravo Interno em Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5001180-**.2025.8.24.****, rel. Des.&nbsp;Davidson Jahn Mello, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 23/4/2026).</p> <p>Ainda:</p> <p>AGRAVO INTERNO EM APELA&Ccedil;&Atilde;O. RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE LIBERA&Ccedil;&Atilde;O DO SALDO DEPOSITADO NA SUBCONTA JUDICIAL. INSURG&Ecirc;NCIA DAS RECUPERANDAS. PRETENSA LIBERA&Ccedil;&Atilde;O DO DEP&Oacute;SITO DE ALUGU&Eacute;IS NA SUBCONTA DA RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL POSTERIORMENTE EXTINTA. INSUBSIST&Ecirc;NCIA. VALORES QUE N&Atilde;O OSTENTAM NATUREZA DE BENS DE CAPITAL. PRECEDENTES. REGISTRO DE V&Aacute;RIAS PENHORAS NO ROSTO DOS AUTOS QUE CONSOMEM POR COMPLETO O SALDO DA SUBCONTA JUDICIAL. LIBERA&Ccedil;&Atilde;O EM FAVOR DAS DEVEDORAS INCAB&Iacute;VEL, SOB PENA DE TAL ATO LESIONAR CREDORES. DECIS&Atilde;O MANTIDA. AGRAVO INTERNO MANIFESTAMENTE PROTELAT&Oacute;RIO. DESPROVIMENTO UN&Acirc;NIME. MULTA APLICADA. EXEGESE DO ART. 1.021, &sect; 4&ordm;, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL.</p> <p>[...] O agravo interno n&atilde;o trouxe argumentos novos capazes de afastar a fundamenta&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o agravada, raz&atilde;o pela qual &eacute; cab&iacute;vel a aplica&ccedil;&atilde;o da multa do art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC. [...] RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJSC, Agravo Interno em Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5008828-**.2023.8.24.****, rel. Des. Osmar Mohr, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 17/7/2025).</p> <p>Tamb&eacute;m:</p> <p>DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE CERCEAMENTO DE DEFESA. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. PROVA DOCUMENTAL. DESNECESSIDADE DE PROVA ORAL. MULTA DO ART. 1.021, &sect; 4&ordm;, DO CPC. RECURSO DESPROVIDO.</p> <p>[...] Diante da manifesta improced&ecirc;ncia do agravo interno, aplica-se a multa do art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC, fixada em 1% do valor da causa. Agravo interno conhecido e desprovido, com imposi&ccedil;&atilde;o de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC. [...] &Eacute; devida a multa prevista no art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do CPC quando o agravo interno revela manifesta improced&ecirc;ncia. (TJSC, Agravo Interno em Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5031324-**.2025.8.24.****, rel. Des. Ant&ocirc;nio Zoldan da Veiga, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 12/3/2026).</p> <p>Por fim:</p> <p>AGRAVO INTERNO. A&Ccedil;&Atilde;O REVISIONAL DE CONTRATO BANC&Aacute;RIO. DECIS&Atilde;O MONOCR&Aacute;TICA QUE DESPROVEU O RECURSO DE APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL INTERPOSTO PELA INSTITUI&Ccedil;&Atilde;O FINANCEIRA. IRRESIGNA&Ccedil;&Atilde;O DA APELANTE. SUSCITADA A LEGALIDADE DA CAPITALIZA&Ccedil;&Atilde;O MENSAL DE JUROS. IMPOSSIBILIDADE DE AN&Aacute;LISE. RAZ&Otilde;ES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DA DECIS&Atilde;O ATACADA. OFENSA AO PRINC&Iacute;PIO DA DIALETICIDADE. EXEGESE DO &sect; 1&ordm;, DO ARTIGO 1.021 DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. N&Atilde;O CONHECIMENTO. CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DA MORA. COBRAN&Ccedil;A ABUSIVA DE ENCARGO PREVISTO NO PER&Iacute;ODO DA NORMALIDADE CONTRATUAL (CAPITALIZA&Ccedil;&Atilde;O DE JUROS - DI&Aacute;RIA) QUE DESCARACTERIZA A MORA. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROV&Eacute;RSIA N. 1.061.530/RS. RAZ&Atilde;O DESPROVIDA. REDISTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O DOS &Ocirc;NUS SUCUMBENCIAIS. MAT&Eacute;RIA QUE N&Atilde;O FOI OBJETO DA APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL INTERPOSTA PELA ORA RECORRENTE. DECIS&Atilde;O IMPUGNADA QUE N&Atilde;O MODIFICOU O DISPOSTO NA SENTEN&Ccedil;A A RESPEITO DO TEMA. PRECLUS&Atilde;O CONFIGURADA. INSURG&Ecirc;NCIA N&Atilde;O CONHECIDA. APLICA&Ccedil;&Atilde;O DA MULTA PREVISTA NO &sect; 4&ordm;, DO ARTIGO 1.021 DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. VIABILIDADE. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E DESPROVIDO. (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5001320-**.2021.8.24.****, rel. Des. Altamiro de Oliveira, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 24/7/2025).</p> <p>No caso dos autos, observa-se o cabimento, a tempestividade, a legitimidade, o interesse, o recolhimento do preparo pela r&eacute; (<a><span>evento 71, CUSTAS1</span></a>, na origem) e a concess&atilde;o da gratuidade judici&aacute;ria ao autor (<a><span>evento 10, DESPADEC1</span></a>, na origem). Assim, os recursos devem ser conhecidos, porque preenchidos todos os requisitos de admissibilidade.</p> <p><strong>M&eacute;rito</strong></p> <p>Os recursos ser&atilde;o examinados em conjunto, porque atacam cap&iacute;tulos encadeados da mesma senten&ccedil;a: a r&eacute; impugna o reconhecimento da venda casada e o dever de restituir; o autor, a forma simples da restitui&ccedil;&atilde;o e a rejei&ccedil;&atilde;o do dano moral.</p> <p><strong>Da venda casada (recurso da r&eacute;)</strong></p> <p>A r&eacute; sustenta que o autor anuiu expressamente ao seguro, em cl&aacute;usula pr&oacute;pria da c&eacute;dula, e que a contrata&ccedil;&atilde;o observou a Resolu&ccedil;&atilde;o n. 365/2018 da SUSEP e o Tema 972 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p>Sem raz&atilde;o, contudo.</p> <p>O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, por ocasi&atilde;o do julgamento do REsp n. 1.639.320/SP, afeto ao rito dos recursos repetitivos (Tema 972), consolidou o entendimento de que o consumidor n&atilde;o pode ser obrigado a contratar seguro com a institui&ccedil;&atilde;o financeira ou com seguradora por ela indicada. Confira-se:</p> <p>RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. TEMA 972/STJ. DIREITO BANC&Aacute;RIO. DESPESA DE PR&Eacute;-GRAVAME. VALIDADE NOS CONTRATOS CELEBRADOS AT&Eacute; 25/02/2011. SEGURO DE PROTE&Ccedil;&Atilde;O FINANCEIRA. VENDA CASADA. RESTRI&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; ESCOLHA DA SEGURADORA. ANALOGIA COM O ENTENDIMENTO DA S&Uacute;MULA 473/STJ. DESCARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DA MORA. N&Atilde;O OCORR&Ecirc;NCIA. ENCARGOS ACESS&Oacute;RIOS. 1. DELIMITA&Ccedil;&Atilde;O DA CONTROV&Eacute;RSIA: Contratos banc&aacute;rios celebrados a partir de 30/04/2008, com institui&ccedil;&otilde;es financeiras ou equiparadas, seja diretamente, seja por interm&eacute;dio de correspondente banc&aacute;rio, no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es de consumo. 2. TESES FIXADAS PARA OS FINS DO ART. 1.040 DO CPC/2015: 2.1 - Abusividade da cl&aacute;usula que prev&ecirc; o ressarcimento pelo consumidor da despesa com o registro do pr&eacute;-gravame, em contratos celebrados a partir de 25/02/2011, data de entrada em vigor da Res.-CMN 3.954/2011, sendo v&aacute;lida a cl&aacute;usula pactuada no per&iacute;odo anterior a essa resolu&ccedil;&atilde;o, ressalvado o controle da onerosidade excessiva. <strong>2.2 - Nos contratos banc&aacute;rios em geral, o consumidor n&atilde;o pode ser compelido a contratar seguro com a institui&ccedil;&atilde;o financeira ou com seguradora por ela indicada.</strong> 2.3 - A abusividade de encargos acess&oacute;rios do contrato n&atilde;o descaracteriza a mora. 3. CASO CONCRETO. 3.1. Aplica&ccedil;&atilde;o da tese 2.3 ao caso concreto, mantendo-se a proced&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse do bem arrendado. 4. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO (STJ, REsp n. 1.639.320/SP, rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Se&ccedil;&atilde;o, j. 12-12-2018) (grifou-se).</p> <p>Da&iacute; se extrai que a validade da contrata&ccedil;&atilde;o do seguro pressup&otilde;e n&atilde;o apenas a facultatividade da ades&atilde;o, mas tamb&eacute;m a efetiva liberdade de escolha quanto &agrave; seguradora.</p> <p>O exame do instrumento confirma que essa liberdade efetiva n&atilde;o se verificou. A ades&atilde;o ao seguro resume-se a um campo de marca&ccedil;&atilde;o inserido na pr&oacute;pria c&eacute;dula de cr&eacute;dito banc&aacute;rio, na cl&aacute;usula 7 (<a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 2, na origem), que traz assinalada a op&ccedil;&atilde;o "[ X ] - SIM". A c&eacute;dula n&atilde;o identifica a seguradora, e a cl&aacute;usula 8, &sect; 2&ordm; (<a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 3, na origem), carrega o pr&ecirc;mio ao emitente e autoriza a credora "a debitar o valor correspondente ao pr&ecirc;mio do Microsseguro do valor financiado na presente C&eacute;dula". No quadro de libera&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito (<a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 1, na origem), o encargo aparece sob a rubrica "Seguro: R$ 1.873,47", numa opera&ccedil;&atilde;o intermediada por correspondente, a Leonel Servi&ccedil;os Administrativos Ltda. N&atilde;o h&aacute; proposta apartada, termo de recusa, simula&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o sem o encargo ou qualquer outro documento aut&ocirc;nomo que registre a escolha do consumidor.</p> <p>O &uacute;nico instrumento de seguro que a r&eacute; trouxe aos autos, por sua vez, refor&ccedil;a a conclus&atilde;o. O bilhete foi emitido pela Facta Seguradora S/A, que funciona no mesmo pr&eacute;dio da financeira estipulante, na Rua dos Andradas, n. 1409, em Porto Alegre, e foi firmado com a mesma assinatura digital da c&eacute;dula, no mesmo instante, &agrave;s 10h35min20s de 18-10-2023 (<a><span>evento 18, CONTR6</span></a>, p. 1 e 2; <a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 2, na origem). Suas disposi&ccedil;&otilde;es gerais (<a><span>evento 18, CONTR6</span></a> p. 2, na origem), al&eacute;m disso, reservam as coberturas a quem adquiriu o "Cart&atilde;o de Cr&eacute;dito Consignado Benef&iacute;cio", e foi nessa cl&aacute;usula que a senten&ccedil;a enxergou a vincula&ccedil;&atilde;o vedada.</p> <p>Quem tinha de demonstrar que o consumidor p&ocirc;de recusar o seguro ou escolher outra seguradora era a institui&ccedil;&atilde;o financeira (art. 373, II, do C&oacute;digo de Processo Civil), e a assinatura de um campo pr&eacute;-formatado, no mesmo ato de ades&atilde;o ao cr&eacute;dito, n&atilde;o cumpre esse &ocirc;nus. O v&iacute;nculo societ&aacute;rio entre financeira e seguradora n&atilde;o decide sozinho, mas, sem documento que prove a escolha, refor&ccedil;a a compuls&atilde;o.</p> <p>Nesse sentido, colhe-se desta C&acirc;mara:</p> <p>DIREITO DO CONSUMIDOR E DIREITO BANC&Aacute;RIO. APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. A&Ccedil;&Atilde;O DE REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO. SEGURO PRESTAMISTA. VENDA CASADA. AUS&Ecirc;NCIA DE COMPROVA&Ccedil;&Atilde;O DA LIVRE ESCOLHA DA SEGURADORA PELO CONSUMIDOR. REPETI&Ccedil;&Atilde;O DO IND&Eacute;BITO NA FORMA SIMPLES. DANOS MORAIS. INOCORR&Ecirc;NCIA. LITIG&Acirc;NCIA DE M&Aacute;-F&Eacute;. AFASTAMENTO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel interposta contra senten&ccedil;a que julgou improcedentes os pedidos formulados em a&ccedil;&atilde;o de repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito, condenando a parte autora ao pagamento de multa por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. A parte autora pretende a declara&ccedil;&atilde;o de nulidade da contrata&ccedil;&atilde;o de seguro prestamista, a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores cobrados, a condena&ccedil;&atilde;o por danos morais, o afastamento da multa processual e a redistribui&ccedil;&atilde;o dos &ocirc;nus sucumbenciais. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O 2. As quest&otilde;es em discuss&atilde;o consistem em saber: (i) se a contrata&ccedil;&atilde;o do seguro prestamista observou os deveres de informa&ccedil;&atilde;o e a liberdade de escolha do consumidor, afastando a configura&ccedil;&atilde;o de venda casada; (ii) se &eacute; cab&iacute;vel a restitui&ccedil;&atilde;o dos valores cobrados e em qual modalidade; (iii) se a cobran&ccedil;a do seguro enseja indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais; e (iv) se est&atilde;o presentes os requisitos para a condena&ccedil;&atilde;o da parte autora por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR 3. A documenta&ccedil;&atilde;o contratual demonstra a exist&ecirc;ncia formal da ades&atilde;o ao seguro prestamista, sendo v&aacute;lida a contrata&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica mediante mecanismos aptos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o do contratante e &agrave; demonstra&ccedil;&atilde;o de sua manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade. <strong>4. A regularidade formal da contrata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o afasta o dever de observ&acirc;ncia da liberdade de escolha do consumidor. Embora o seguro tenha sido formalizado por instrumento pr&oacute;prio, n&atilde;o houve demonstra&ccedil;&atilde;o de que o contratante pudesse optar por seguradora diversa. 5. O seguro prestamista foi contratado junto a seguradora pertencente ao mesmo grupo econ&ocirc;mico da institui&ccedil;&atilde;o financeira, sem prova da efetiva possibilidade de escolha pelo consumidor, circunst&acirc;ncia que caracteriza venda casada, em desconformidade com a tese firmada pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a no Tema 972.</strong> 6. Reconhecida a ilegalidade da cobran&ccedil;a, &eacute; devida a restitui&ccedil;&atilde;o dos valores pagos indevidamente. A devolu&ccedil;&atilde;o, contudo, deve ocorrer na forma simples, porquanto a cobran&ccedil;a decorreu de contrata&ccedil;&atilde;o formalmente documentada, configurando hip&oacute;tese de engano justific&aacute;vel. 7. O reconhecimento da abusividade da cobran&ccedil;a n&atilde;o gera, por si s&oacute;, dano moral indeniz&aacute;vel, ausente demonstra&ccedil;&atilde;o de viola&ccedil;&atilde;o a direitos da personalidade ou circunst&acirc;ncia excepcional que ultrapasse os limites do mero dissabor decorrente da rela&ccedil;&atilde;o contratual. 8. A condena&ccedil;&atilde;o por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; deve ser afastada, pois n&atilde;o restou demonstrada conduta dolosa enquadr&aacute;vel nas hip&oacute;teses do art. 80 do C&oacute;digo de Processo Civil. Ademais, houve acolhimento de tese central deduzida pela parte autora, incompat&iacute;vel com a conclus&atilde;o de atua&ccedil;&atilde;o processual temer&aacute;ria. 9. Configurada sucumb&ecirc;ncia rec&iacute;proca, imp&otilde;e-se a redistribui&ccedil;&atilde;o proporcional dos &ocirc;nus sucumbenciais. IV. DISPOSITIVO E TESE 10. Recurso conhecido e parcialmente provido para: (i) afastar a cobran&ccedil;a do seguro prestamista; (ii) determinar a restitui&ccedil;&atilde;o simples dos valores indevidamente cobrados, acrescida dos consect&aacute;rios legais; (iii) afastar a multa por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;; e (iv) redistribuir os &ocirc;nus sucumbenciais. Tese de julgamento: 1. A exist&ecirc;ncia formal da contrata&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica de seguro prestamista n&atilde;o afasta a necessidade de demonstra&ccedil;&atilde;o da efetiva liberdade de escolha da seguradora pelo consumidor. 2. Configura venda casada a contrata&ccedil;&atilde;o de seguro prestamista junto a seguradora vinculada ao mesmo grupo econ&ocirc;mico da institui&ccedil;&atilde;o financeira, sem comprova&ccedil;&atilde;o da possibilidade concreta de op&ccedil;&atilde;o por seguradora diversa. 3. Reconhecida a ilegalidade da cobran&ccedil;a, a restitui&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito &eacute; devida na forma simples quando caracterizado engano justific&aacute;vel. 4. O reconhecimento da abusividade contratual, sem demonstra&ccedil;&atilde;o de ofensa a direitos da personalidade, n&atilde;o enseja indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais. 5. N&atilde;o se configura litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute; quando a parte deduz pretens&atilde;o juridicamente plaus&iacute;vel e obt&eacute;m acolhimento de tese relevante da demanda. Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 39, I, e art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico; CC, art. 405, art. 406, &sect; 1&ordm; e &sect; 3&ordm;, art. 884, caput; CPC, arts. 80, 81 e 240. Jurisprud&ecirc;ncia relevante citada: STJ, Tema 972; STJ, Tema 1368; STJ, EDcl no AgInt no REsp n. 1.573.573/RJ, rel. Min. Marco Aur&eacute;lio Bellizze, Terceira Turma, j. 4-4-2017 (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5026070-**.2025.8.24.****, rel. Des. Ant&ocirc;nio Zoldan da Veiga, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 28-8-2026) (grifou-se).</p> <p>Ainda:</p> <p>APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. A&Ccedil;&Atilde;O DECLARAT&Oacute;RIA DE INEXIST&Ecirc;NCIA DE D&Eacute;BITO CUMULADA COM INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANO MORAL. PROCED&Ecirc;NCIA. INSURG&Ecirc;NCIA DA PARTE DEMANDADA. CONSTATA&Ccedil;&Atilde;O EX OFFICIO. SENTEN&Ccedil;A VERGASTADA QUE PARTIU DA PREMISSA EQUIVOCADA DE REVELIA DA PARTE DEMANDADA. CONTESTA&Ccedil;&Atilde;O APRESENTADA ANTES DA CITA&Ccedil;&Atilde;O FORMAL. COMPARECIMENTO ESPONT&Acirc;NEO CARACTERIZADO. ART. 239, &sect; 1&ordm;, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. REVELIA AFASTADA. PRELIMINARES PLEITO DE APURA&Ccedil;&Atilde;O DE EVENTUAL PR&Aacute;TICA DE LITIG&Acirc;NCIA PREDAT&Oacute;RIA PELO ADVOGADO DA PARTE AUTORA. INSUBSIST&Ecirc;NCIA. PROVID&Ecirc;NCIAS PASS&Iacute;VEIS DE SEREM TOMADAS PELA PR&Oacute;PRIA PARTE, SEM A NECESS&Aacute;RIA INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O DO PODER JUDICI&Aacute;RIO. IMPUGNA&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; GRATUIDADE JUDICI&Aacute;RIA. N&Atilde;O ACOLHIMENTO. AUS&Ecirc;NCIA DE COMPROVA&Ccedil;&Atilde;O DE QUE A PARTE BENEFICIADA N&Atilde;O FAZ JUS AO BENEPL&Aacute;CITO. ADEMAIS, PRESEN&Ccedil;A DOS ELEMENTOS QUE COMPROVAM A HIPOSSUFICI&Ecirc;NCIA DE RECURSOS ECON&Ocirc;MICOS. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. SUSCITADA AUS&Ecirc;NCIA DE TENTATIVA DE RESOLU&Ccedil;&Atilde;O ADMINISTRATIVA DA LIDE. DESNECESSIDADE. PEDIDOS INICIAIS FUNDADOS NA ALEGADA AUS&Ecirc;NCIA DE CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O V&Aacute;LIDA DE SEGURO PRESTAMISTA E SUPOSTA VENDA CASADA QUE N&Atilde;O NECESSITAM DE TAL PROVID&Ecirc;NCIA. EFETIVA&Ccedil;&Atilde;O DO DIREITO DE ACESSO &Agrave; JUSTI&Ccedil;A. PREFACIAL AFASTADA. IN&Eacute;PCIA DA PETI&Ccedil;&Atilde;O INICIAL. INSUBSIST&Ecirc;NCIA. DEMANDA FUNDADA NA ALEGADA INEXIST&Ecirc;NCIA DE CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O V&Aacute;LIDA DE SEGURO PRESTAMISTA, DENOMINADO MICROSSEGURO DE PESSOAS PELA PARTE DEMANDADA. PEDIDOS E CAUSA DE PEDIR DEVIDAMENTE DELINEADOS. INDICA&Ccedil;&Atilde;O DA RELA&Ccedil;&Atilde;O JUR&Iacute;DICA CONTROVERTIDA E DOS EFEITOS JUR&Iacute;DICOS PRETENDIDOS. EVENTUAL QUANTIA A SER RESTITU&Iacute;DA PASS&Iacute;VEL DE APURA&Ccedil;&Atilde;O EM FASE PR&Oacute;PRIA. EIVA INEXISTENTE. LITISPEND&Ecirc;NCIA, CONEX&Atilde;O, PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O, DECAD&Ecirc;NCIA E JULGAMENTO AL&Eacute;M, FORA OU AQU&Eacute;M DO PEDIDO. TESES GEN&Eacute;RICAS. AUS&Ecirc;NCIA DE FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O ESPEC&Iacute;FICA. IMPOSSIBILIDADE DE AN&Aacute;LISE EM GRAU RECURSAL. OFENSA AO ART. 1.010, INCISO III, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. N&Atilde;O CONHECIMENTO DO RECURSO NESSES PONTOS. M&Eacute;RITO SEGURO PRESTAMISTA. DEFENDIDA LEGALIDADE DA CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O. INSUBSIST&Ecirc;NCIA. FORMALIZA&Ccedil;&Atilde;O ELETR&Ocirc;NICA DEMONSTRADA. BILHETE DE SEGURO VINCULADO AO CONTRATO N. ****1428, COM INDICA&Ccedil;&Atilde;O DOS DADOS DA PARTE CONSUMIDORA, PR&Ecirc;MIO &Uacute;NICO, VIG&Ecirc;NCIA, ASSINATURA DIGITAL E COMPROVANTE DE FORMALIZA&Ccedil;&Atilde;O ELETR&Ocirc;NICA. <strong>AUS&Ecirc;NCIA, TODAVIA, DE POSSIBILIDADE DE ESCOLHA DA SEGURADORA PELO CONSUMIDOR. DIREITO DE INFORMA&Ccedil;&Atilde;O E DE LIBERDADE CONTRATUAL N&Atilde;O OBSERVADOS. VENDA CASADA. PR&Aacute;TICA VEDADA. ART. 39, I, DO C&Oacute;DIGO CONSUMERISTA. TESE FIXADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A EM SEDE DE RECURSO REPETITIVO (RESP N. 1639320/SP - TEMA 972). COBRAN&Ccedil;A INDEVIDA.</strong> REPETI&Ccedil;&Atilde;O DO IND&Eacute;BITO. DEFENDIDO AFASTAMENTO OU INVIABILIDADE DE DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO. PARCIAL SUBSIST&Ecirc;NCIA. ENCARGO REDUZIDO A ENSEJAR A RESTITUI&Ccedil;&Atilde;O DE VALORES, NA FORMA SIMPLES. AUS&Ecirc;NCIA DE M&Aacute;-F&Eacute; DA PARTE DEMANDADA. CORRE&Ccedil;&Atilde;O MONET&Aacute;RIA PELO &Iacute;NDICE NACIONAL DE PRE&Ccedil;OS AO CONSUMIDOR AMPLO (IPCA) A CONTAR DE CADA DESEMBOLSO AT&Eacute; A DATA DA CITA&Ccedil;&Atilde;O. A PARTIR DESSA DATA, APENAS OS JUROS MORAT&Oacute;RIOS PELA TAXA SELIC, CONFORME O ENTENDIMENTO FIRMADO NO TEMA 1368 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A. DANO MORAL. PRETENDIDO AFASTAMENTO DA INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O. ACOLHIMENTO. ABUSIVIDADE DA CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O SECURIT&Aacute;RIA QUE, POR SI S&Oacute;, N&Atilde;O CONFIGURA DANO MORAL. CONTROV&Eacute;RSIA DE NATUREZA PATRIMONIAL. AUS&Ecirc;NCIA DE CONSEQU&Ecirc;NCIA CONCRETA AOS DIREITOS DA PERSONALIDADE. MERO DISSABOR DO COTIDIANO. SENTEN&Ccedil;A REFORMADA NO PONTO. &Ocirc;NUS DE SUCUMB&Ecirc;NCIA. SUCUMB&Ecirc;NCIA REC&Iacute;PROCA. REDISTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O OPERADA &Agrave; LUZ DA PARCELA VITORIOSA DE UM E DE OUTRO LITIGANTE. HONOR&Aacute;RIOS ADVOCAT&Iacute;CIOS. VERBA FIXADA NA ORIGEM EM 15% (QUINZE POR CENTO) SOBRE O VALOR DA CONDENA&Ccedil;&Atilde;O. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE QUE A SENTEN&Ccedil;A TERIA FIXADO A VERBA SOBRE O VALOR DA CAUSA. PREMISSA EQUIVOCADA. AUS&Ecirc;NCIA DE INTERESSE RECURSAL QUANTO &Agrave; MODIFICA&Ccedil;&Atilde;O DA BASE DE C&Aacute;LCULO. TODAVIA, REDIMENSIONAMENTO DECORRENTE DA REFORMA PARCIAL DO JULGADO E DA REDISTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O DA SUCUMB&Ecirc;NCIA. INVIABILIDADE DA FIXA&Ccedil;&Atilde;O DA VERBA HONOR&Aacute;RIA EM PERCENTUAL SOBRE O VALOR DA CONDENA&Ccedil;&Atilde;O ANTE A NATUREZA DECLARAT&Oacute;RIA DOS PEDIDOS FORMULADOS. INCERTEZA SOBRE O PROVEITO ECON&Ocirc;MICO, COM RISCO DE AVILTAMENTO DA VERBA HONOR&Aacute;RIA. HIP&Oacute;TESE EM QUE O VALOR DA CAUSA N&Atilde;O SE MOSTRA IRRIS&Oacute;RIO. REDIMENSIONAMENTO, NOS TERMOS DO ART. 85, &sect; 2&ordm;, DO REGRAMENTO PROCESSUAL, NO PERCENTUAL DE 10% (DEZ POR CENTO) SOBRE O VALOR DA CAUSA, ADEQUADO &Agrave;S ESPECIFICIDADES DA DEMANDA. HONOR&Aacute;RIOS RECURSAIS INCAB&Iacute;VEIS, POR N&Atilde;O PREENCHER OS REQUISITOS CUMULATIVOS DEFINIDOS PELO STJ (TEMA 1059). RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA EXTENS&Atilde;O, PROVIDO EM PARTE (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5029790-**.2025.8.24.****, rel. Des. Osmar Mohr, Sexta C&acirc;mara de Direito Comercial, j. 10-9-2026) (grifou-se).</p> <p>Est&aacute; caracterizada, portanto, a pr&aacute;tica abusiva vedada pelo art. 39, I, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e pelo Tema 972 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, e a senten&ccedil;a n&atilde;o comporta reparo no ponto.</p> <p><strong>Da alegada gratuidade do seguro (recurso da r&eacute;)</strong></p> <p>A r&eacute; afirma, ainda, que o pr&ecirc;mio foi 100% custeado pela estipulante, sem &ocirc;nus para o autor (p. 2).</p> <p>O argumento n&atilde;o se sustenta diante dos pr&oacute;prios documentos da r&eacute;. O bilhete em que ela se apoia n&atilde;o corresponde ao seguro prestamista previsto nas cl&aacute;usulas 7 e 8 da c&eacute;dula: trata-se do microsseguro de pessoas "Facta Fam&iacute;lia Super Protegida", que cobre morte, com capital de R$ 2.000,00, e reembolso de funeral, e n&atilde;o a quita&ccedil;&atilde;o do saldo devedor; seu pr&ecirc;mio, de R$ 349,32, &eacute; o que o bilhete declara custeado pelo estipulante (<a><span>evento 18, CONTR6</span></a>, p. 1, na origem). O encargo lan&ccedil;ado na c&eacute;dula &eacute; outro, de R$ 1.873,47, e o pr&ecirc;mio do microsseguro prestamista, segundo a cl&aacute;usula 8, &sect; 2&ordm;, corre por conta do emitente e &eacute; debitado do valor financiado (<a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 1 e 3, na origem).</p> <p>A pr&oacute;pria apela&ccedil;&atilde;o (p. 5), ali&aacute;s, reconhece que "a contratante requereu expressamente que o custo do seguro prestamista fosse debitado no valor da c&eacute;dula contratada", o que contradiz a tese da gratuidade, como bem apontaram as contrarraz&otilde;es (p. 3 e 4).</p> <p>Rejeita-se, portanto, a alega&ccedil;&atilde;o.</p> <p><strong>Da repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito (recursos da r&eacute; e do autor)</strong></p> <p>Diante da sistem&aacute;tica extra&iacute;da dos arts. 876, 877 e 884, todos do CC, e do art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do CDC, a autoriza&ccedil;&atilde;o para a repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito &eacute; cong&ecirc;nita ao reconhecimento da abusividade das cl&aacute;usulas contratuais, porquanto o recebimento, pelo credor, de quantia indevida implica enriquecimento sem causa.</p> <p>Cai, com isso, a tese da r&eacute; de que a restitui&ccedil;&atilde;o dependeria da prova de erro no pagamento. O encargo foi incorporado ao valor financiado e &eacute; pago pelo autor nas parcelas consignadas, e a abusividade reconhecida basta para o dever de restituir.</p> <p>O autor, de sua parte, pretende a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro. Invoca a orienta&ccedil;&atilde;o da Corte Especial do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a no EAREsp n. 676.608/RS e sustenta que a cobran&ccedil;a nasceu da pr&oacute;pria estrutura contratual abusiva, sem engano justific&aacute;vel que a afaste (<a><span>evento 56, APELA&Ccedil;&Atilde;O1</span></a>, p. 6 a 8, na origem).</p> <p>A pretens&atilde;o n&atilde;o prospera. O art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor ressalva a hip&oacute;tese de engano justific&aacute;vel, e &eacute; nela que o caso se enquadra. O seguro foi cobrado com amparo em cl&aacute;usula expressa da c&eacute;dula, que o previa e autorizava o d&eacute;bito do pr&ecirc;mio no valor financiado (<a><span>evento 1, CONTR7</span></a>, p. 2 e 3, na origem); a abusividade s&oacute; se revelou com o exame da liberdade de escolha &agrave; luz do Tema 972. Cuida-se, pois, de cobran&ccedil;a decorrente de contrata&ccedil;&atilde;o formalmente documentada, que esta C&acirc;mara qualifica como engano justific&aacute;vel, conforme se l&ecirc; no item 6 da ementa do primeiro precedente acima transcrito (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5026070-**.2025.8.24.****, rel. Des. Ant&ocirc;nio Zoldan da Veiga, j. 28-8-2026). O segundo precedente (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5029790-**.2025.8.24.****, rel. Des. Osmar Mohr, j. 10-9-2026), do mesmo modo, manteve a devolu&ccedil;&atilde;o na forma simples, por "AUS&Ecirc;NCIA DE M&Aacute;-F&Eacute; DA PARTE DEMANDADA".</p> <p>Logo, a senten&ccedil;a deve ser mantida no ponto, e os dois recursos s&atilde;o desprovidos no cap&iacute;tulo.</p> <p><strong>Do dano moral (recurso do autor)</strong></p> <p>O autor sustenta que a restri&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de escolha, somada &agrave; sua idade, &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de aposentado por invalidez e ao peso do valor cobrado, que corresponderia a cerca de 152% da renda l&iacute;quida de R$ 1.230,26, configura dano moral (p. 9).</p> <p>N&atilde;o lhe assiste raz&atilde;o. As circunst&acirc;ncias invocadas qualificam o consumidor, mas n&atilde;o descrevem dano distinto da pr&oacute;pria cobran&ccedil;a. O pr&ecirc;mio n&atilde;o foi debitado de uma s&oacute; vez do benef&iacute;cio: foi incorporado ao valor financiado da c&eacute;dula e dilu&iacute;do nas 84 parcelas de R$ 374,97 (<span>evento 1, CONTR7</span>, p. 1 e 3, na origem), de modo que a compara&ccedil;&atilde;o com a renda mensal n&atilde;o retrata o impacto efetivo do encargo. O recurso n&atilde;o aponta inscri&ccedil;&atilde;o em cadastro de inadimplentes, priva&ccedil;&atilde;o de verba alimentar ou outra repercuss&atilde;o concreta sobre direitos da personalidade, e a controv&eacute;rsia, de natureza patrimonial, resolve-se com a restitui&ccedil;&atilde;o.</p> <p>&Eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o desta C&acirc;mara conforme precedentes acima transcritos, que afastaram a indeniza&ccedil;&atilde;o em casos de seguro prestamista contratado em venda casada: o primeiro (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5026070-**.2025.8.24.****, rel. Des. Ant&ocirc;nio Zoldan da Veiga, j. 28-8-2026), por aus&ecirc;ncia de "circunst&acirc;ncia excepcional que ultrapasse os limites do mero dissabor decorrente da rela&ccedil;&atilde;o contratual"; o segundo (TJSC, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n. 5029790-**.2025.8.24.****, rel. Des. Osmar Mohr, j. 10-9-2026), por se tratar de "CONTROV&Eacute;RSIA DE NATUREZA PATRIMONIAL".</p> <p>Mant&eacute;m-se, portanto, a rejei&ccedil;&atilde;o do pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais. Desprovidos os dois recursos, permanece a distribui&ccedil;&atilde;o dos &ocirc;nus sucumbenciais fixada na senten&ccedil;a.</p> <p><strong>Dos honor&aacute;rios recursais</strong></p> <p>Prev&ecirc; o art. 85, &sect; 11, do CPC que "O tribunal, ao julgar recurso, majorar&aacute; os honor&aacute;rios fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos &sect;&sect; 2&ordm; a 6&ordm;, sendo vedado ao tribunal, no c&ocirc;mputo geral da fixa&ccedil;&atilde;o de honor&aacute;rios devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos &sect;&sect; 2&ordm; e 3&ordm; para a fase de conhecimento".</p> <p>Ao interpretar aludido dispositivo legal, o STJ, em sede de recursos repetitivos, fixou a seguinte tese jur&iacute;dica (Tema 1.059):</p> <p>A majora&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia prevista no art. 85, &sect; 11, do CPC pressup&otilde;e que o recurso tenha sido integralmente desprovido ou n&atilde;o conhecido pelo tribunal, monocraticamente ou pelo &oacute;rg&atilde;o colegiado competente. N&atilde;o se aplica o art. 85, &sect; 11, do CPC em caso de provimento total ou parcial do recurso, ainda que m&iacute;nima a altera&ccedil;&atilde;o do resultado do julgamento ou limitada a consect&aacute;rios da condena&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Em resumo, consoante definido pela Corte Superior, "&eacute; devida a majora&ccedil;&atilde;o da verba honor&aacute;ria sucumbencial, na forma do art. 85, &sect; 11, do CPC/2015, quando estiverem presentes os seguintes requisitos, simultaneamente: a) decis&atilde;o recorrida publicada a partir de 18.3.2016, quando entrou em vigor o novo C&oacute;digo de Processo Civil; b) recurso n&atilde;o conhecido integralmente ou desprovido, monocraticamente ou pelo &oacute;rg&atilde;o colegiado competente; e c) condena&ccedil;&atilde;o em honor&aacute;rios advocat&iacute;cios desde a origem no feito em que interposto o recurso" (STJ, AgInt nos EREsp n. 1.539.725/DF, rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se&ccedil;&atilde;o, j. 09/08/2017, DJe 19/10/2017).</p> <p>Assim, uma vez desprovido o recurso da r&eacute; e, tendo esta sido condenada em honor&aacute;rios advocat&iacute;cios desde a origem, a majora&ccedil;&atilde;o da verba neste grau recursal &eacute; de rigor. Em conformidade com o arbitramento em primeira inst&acirc;ncia e com a atua&ccedil;&atilde;o profissional nesta esfera, mostra-se razo&aacute;vel a fixa&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios recursais em favor da parte recorrida no patamar de R$ 500,00.</p> <p>Quanto ao recurso do autor, embora desprovido, falta o terceiro requisito: a senten&ccedil;a n&atilde;o o condenou em honor&aacute;rios, por reconhecer sua sucumb&ecirc;ncia m&iacute;nima. N&atilde;o h&aacute;, por isso, verba a majorar em seu desfavor.</p> <p>Por fim, para fins de prequestionamento, consideram-se examinadas as mat&eacute;rias necess&aacute;rias &agrave; solu&ccedil;&atilde;o da controv&eacute;rsia, observado o disposto no art. 1.025 do C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p><strong>Dispositivo</strong></p> <p>Diante do exposto, nos termos do art. 932, V, "<em>a</em>", do CPC e do art. 132, XVI, do RITJSC, conhe&ccedil;o e nego provimento aos recursos, com fixa&ccedil;&atilde;o de honor&aacute;rios recursais de R$ 500,00 (quinhentos reais) em favor do procurador do autor, a cargo da r&eacute;.</p> <p>Intimem-se.</p></section> <section> </section> <section> <p>&nbsp;</p> <hr> <p>&nbsp;</p></section> <footer> </footer></article></body></html>

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